Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Trump autoriza operações secretas da CIA na Venezuela, na sequência do Nobel da Paz à opositora de Maduro

    Clickable caption
    O presidente
    O presidente Nicolás Maduro • Foto divulgação/Assembleia Nacional da Venezuela | O presidente dos EUA, Donald Trump • Foto: Al Drago / Reuters | Sobreposição de imagens


    O presidente estadunidense justifica citando entrada de prisioneiros venezuelanos nos Estados Unidos e o crescente tráfico de narcóticos marítimos



    Washington, 15 de outubro 2025

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (15/out), que autorizou a CIA (Agência Central de Inteligência) a realizar operações secretas na Venezuela.

    A notícia, primeiramente avançada pelo The New York Times, sinaliza uma intensificação drástica e unilateral nos esforços de Washington para desestabilizar o regime do Presidente Nicolas Maduro.

    Esta diretiva classificada surge no centro de uma retórica de escalada. Trump justificou a autorização baseando-se em dois argumentos principais.

    Primeiro, alegou que a Venezuela estaria a libertar grandes números de prisioneiros, incluindo indivíduos de instalações de saúde mental, que estariam entrando nos EUA através de uma política de fronteira aberta. O Presidente, contudo, não especificou qual fronteira estaria a ser atravessada.

    O segundo motivo apontado foi o elevado volume de estupefacientes que alegadamente entra nos EUA a partir da Venezuela, sendo grande parte deste tráfico realizado por via marítima.

    Questionado sobre a intensidade da pressão, Trump afirmou: Acho que a Venezuela está a sentir o calor…“.

    Contudo, declinou-se a comentar se a CIA teria autoridade para executar Maduro.

    É previsível que a resposta do governo venezuelano, que historicamente denuncia as ações americanas como imperialistas e violadoras da soberania nacional, seja veemente.

    Numa perspetiva progressista, a confirmação destas operações secretas alinha-se com o histórico de intervenções da potência americana na América Latina, que muitas vezes priorizou os seus interesses estratégicos e económicos em detrimento da autodeterminação dos povos – um contexto histórico que a análise atual destas ações deveria obrigatoriamente incluir, embora não esteja detalhado nos documentos fornecidos, e que exige verificação externa.

    O governo de Maduro tradicionalmente conta com o apoio diplomático e econômico de potências como a Rússia, a China e o Irão.

    A solidariedade manifestada por estes países é um fator central na resistência de Caracas à pressão ocidental.

    Petróleo e Geopolítica: As Intenções Reais de Washington

    É incontornável questionar as verdadeiras motivações por trás desta escalada.

    Embora Trump utilize a segurança fronteiriça e o tráfico de drogas como justificativas, a vasta riqueza petrolífera da Venezuela – que possui as maiores reservas comprovadas do mundo – paira como uma potencial razão subjacente para a agressividade geopolítica dos EUA.

    Historicamente, as políticas externas americanas na região têm sido frequentemente moldadas pela necessidade de garantir o acesso e o controlo de recursos naturais estratégicos.

    A insistência em operações secretas, em vez de vias diplomáticas, sugere que o objetivo pode ir além de fazer a Venezuela sentir o calor, visando, talvez, uma mudança de regime que favoreça os interesses energéticos e económicos americanos, uma leitura progressista que carece de prova nos documentos aqui citados, mas que se baseia em padrões históricos de intervenção.

    Dúvidas sobre Reconhecimento Político

    A narrativa internacional de pressão sobre Maduro é também cimentada pelo apoio a figuras da oposição.

    A recente especulação sobre a atribuição do Prêmio Nobel da Paz a Corina Machado, embora apresentada como um reconhecimento de esforços democráticos, pode ser vista com ceticismo.

    Artigos progressistas viralizam na web desde a honraria concedia à opositora de Maduro, sob o argumento da instrumentalização de prêmios internacionais para legitimar líderes da oposição em países sob mira dos EUA.

    Isso serviria como uma ferramenta de política externa, politizando a esfera humanitária e diplomática em favor da pressão por mudança de regime.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    1 comentário em “Trump autoriza operações secretas da CIA na Venezuela, na sequência do Nobel da Paz à opositora de Maduro”

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading