♦ Presidente dos EUA também afirmou que seu país terá forte envolvimento com petróleo venezuelano
♦ EUA assumem controle estratégico e operação muda jogo político na América Latina
♦ O que isso significa para o mercado global de energia?

Palm Beach, Flórida (EUA) · 03 de janeiro de 2026
Donald Trump afirmou em entrevista à Fox News que assistiu ao vivo à captura de Nicolás Maduro, descrevendo a cena como “como ver um programa televisivo”.
O presidente dos Estados Unidos revelou que a operação, realizada na madrugada deste sábado (03/jan) em Caracas, foi adiada por quatro dias devido a condições climáticas adversas.
Maduro e sua esposa foram extraídos de helicóptero e transferidos para o navio de assalto anfíbio Iwo Jima, da Marinha dos EUA, posicionado no Mar do Caribe desde o final de 2025.
A embarcação, equipada para operações aéreas e terrestres combinadas, segue rumo a Nova Iorque, onde o destino do líder venezuelano permanece incerto.
A ação militar marcou o ápice de meses de escalada tensão. Em agosto, os EUA elevaram a recompensa por informações sobre Maduro para US$ 50 milhões, reforçando presença naval no Caribe sob pretexto inicial de combate ao narcotráfico.
Em novembro, Washington classificou o Cartel de los Soles – supostamente liderado por Maduro – como organização terrorista, e Trump manteve contato telefônico com o venezuelano, que tentou negociar uma saída pacífica, mas sem sucesso. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse Trump.
De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões abalaram Caracas em 30 minutos, causando tremores, sobrevoos de aeronaves em baixa altitude e interrupções no fornecimento de energia, especialmente perto da base aérea de La Carlota.
Moradores relataram colunas de fumaça em instalações militares, enquanto vídeos nas redes sociais capturaram o caos nas ruas.
Trump anunciou a ofensiva em suas redes sociais: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado com sua esposa, e retirado do país por via aérea”.
Ele enfatizou que os EUA terão um “forte envolvimento” com a indústria petroleira venezuelana, detentora das maiores reservas mundiais de óleo, sem especificar detalhes, mas garantindo que a China continuará recebendo suprimentos.
Essa declaração alinha-se a relatos do The New York Times, que destacam o interesse americano em assumir controle sobre esses recursos estratégicos, incluindo apreensões recentes de navios petroleiros venezuelanos e bloqueios a embarcações sancionadas.
Quanto ao futuro político da Venezuela, Trump indicou indecisão: “Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela”, mencionando opções como a opositora María Corina Machado ou a vice-presidente Delcy Rodríguez.
A vice-presidente Rodríguez, por sua vez, exigiu prova de vida de Maduro aos EUA, alegando desconhecer seu paradeiro.
Em resposta imediata, o governo venezuelano decretou estado de Comoção Exterior, ativando planos de mobilização armada e acusando os EUA de agressão imperialista visando petróleo e minerais.
O comunicado oficial convocou nações da América Latina e do Caribe para solidariedade, reservando-se ao direito de defesa legítima.
Essa operação reflete uma estratégia de longa data dos EUA para mudança de regime em Caracas, intensificada sob Trump, com implicações para a estabilidade regional e o equilíbrio energético global. A
Atualizações indicam que não há confirmações independentes de baixas civis, mas a tensão persiste em Caracas.

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