Escalada militar dos EUA na América Latina provocam reações urgentes e buscas por alianças estratégicas em meio a tensões inéditas jamais vistas desde o século XX

Bogotá (CO)/Washington (US) · 05 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu declarações sinalizando uma possível ofensiva contra a Colômbia, logo após a operação que resultou no sequestro do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro.
Essa postura reflete uma guinada na política externa norte-americana, priorizando ações unilaterais para sob a narrativa de combater o alegado narcotráfico e influências consideradas hostis na região.
O cenário é de instabilidade crescente, com implicações profundas para a soberania latino-americana.
A sequência de eventos iniciou-se no sábado (03/jan), quando forças especiais dos EUA executaram uma incursão em Caracas, culminando no sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por acusações de tráfico de drogas e outras alegadas violações.
O ex-presidente venezuelano foi transportado para Nova Iorque, onde compareceu a uma audiência inicial em um tribunal federal nesta segunda-feira (05/jan), marcando um momento inédito na aplicação da justiça extraterritorial norte-americana, segundo reportou o The New York Times.
Trump afirma que os Estados Unidos estão administrando a Venezuela e advertiu a presidente interina Delcy Rodríguez a cooperar ou enfrentar consequências severas, possivelmente maiores que as impostas a Maduro.
Não satisfeito com o êxito na Venezuela, Trump direcionou sua retórica para a Colômbia durante um voo no Air Force One no domingo (04/jan), descrevendo o país como governado por “um homem doente que gosta de fazer cocaína“, em referência explícita ao presidente Gustavo Petro.
Questionado sobre a viabilidade de uma operação similar contra a nação andina, o líder norte-americano respondeu de forma provocativa: “Isso soa bem para mim”, insinuando uma potencial intervenção militar.
A declaração, transcrita pelo The New York Times, amplifica temores de uma expansão da Doutrina Monroe revisitada, onde Trump menciona abertamente ações contra nações como Colômbia, México e até Cuba.
A resposta colombiana não tardou. Petro, em um pronunciamento veemente nesta segunda-feira (5/jan), alertou que tomaria providências caso os EUA concretizassem suas ameaças, posicionando-se como um defensor intransigente da soberania nacional.
Em meio a essa escalada, relatórios indicam que a Colômbia tem buscado apoio do Brasil para contrabalançar a pressão norte-americana, explorando alianças regionais para dissuadir ações unilaterais, segundo a CNN, que aponta divisões na América Latina envolvendo líderes como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o argentino Javier Milei.
Essa busca por solidariedade reflete uma estratégia diplomática astuta, visando mitigar riscos econômicos e militares, especialmente após ameaças prévias de Trump de impor tarifas e cortar auxílios antidrogas à Colômbia, publicou o NYT.
Essa nova postura do governo dos EUA sob Trump em 2026 enfatiza uma abordagem sob a narrativa de narcotráfico, mas com foco em recursos como o petróleo venezuelano – onde Trump aposta em intervenções para garantir interesses estratégicos
Mas a tática evoca críticas por evocar diplomacia de canhoneira, dividindo a região e testando limites jurídicos internacionais.
Analistas observam que, enquanto o sequestro de Maduro fortalece a imagem de Trump domesticamente, ela arrisca instabilidade prolongada, com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o governo por decisão da Justiça do país, amenizando o tom para evitar confrontos adicionais.
Surge agora uma era de incertezas na geopolítica hemisférica, onde ações decididas pelos EUA podem redefinir alianças e até fronteiras, avalia o NYT.
A vigilância sobre as próximas movimentações de Washington torna-se imperativa, à medida que nações vizinhas articulam defesas coletivas contra intervenções percebidas como anacrônicas.

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