Trump ameaça China com tarifas de 50% após retaliação de Pequim: guerra comercial pode gerar recessão global
Medida vem em resposta às tarifas de 34% impostas pela República Popular sobre todas as importações americanas, em reação ao “tarifaço” inicial de Trump, que taxou produtos chineses também em 34%, em 2 de abril. O país liderado por Xi Jinping vê oportunidade econômica – SAIBA MAIS
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LONDRES, 7 de abril de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a guerra comercial com a China ao ameaçar impor tarifas adicionais de 50% sobre produtos chineses, caso Pequim não recue de sua retaliação anunciada na semana passada.
A medida vem em resposta às tarifas de 34% impostas pela China sobre todas as importações americanas, uma reação ao “tarifaço” inicial de Trump, que taxou produtos chineses em 34% no dia 2 de abril.
A escalada preocupa mercados globais, com temores de recessão e quedas acentuadas nas bolsas.
Trump fez o anúncio nesta segunda-feira (7/abr) por meio de sua rede social, afirmando: “Se a China não retirar seu aumento de 34% até 8 de abril, os EUA imporão tarifas adicionais de 50%, com efeito em 9 de abril“.
Ele também ameaçou suspender negociações com Pequim, enquanto sinalizou abertura para diálogos com outros países afetados pelas tarifas americanas. Com isso, os mercados asiáticos tiveram queda de 13,22% na bolsa de Hong Kong.
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Do outro lado, a China mantém uma postura firme. O Ministério das Finanças chinês anunciou que as tarifas retaliatórias de 34%, válidas a partir de 10 de abril, visam proteger os interesses nacionais frente ao que chamou de “intimidação unilateral” dos EUA.
Além disso, Pequim restringiu a exportação de terras raras – essenciais para a indústria de tecnologia – e proibiu negócios com 16 empresas americanas, medidas vistas como um contra-ataque estratégico. Essas ações podem atingir setores-chave da economia dos EUA.
Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, em 9 de novembro de 2017| Qilai Shen/Bloomberg via Getty Images arquivo
Em um tom otimista, o governo chinês declarou que transformará o “tarifaço” americano em uma oportunidade para fortalecer laços comerciais com outros mercados, como Europa, América Latina e Sudeste Asiático.
“A China não se curvará à coerção e usará isso para diversificar suas exportações“, afirmou uma fonte do Ministério do Comércio. Analistas sugerem que Pequim pode buscar liderança global em comércio livre, aproveitando a instabilidade causada pelas políticas de Trump.
Os efeitos da guerra comercial já se fazem sentir. O índice S&P 500 caiu 6% na sexta-feira (4/abr), enquanto o Nasdaq perdeu 5,8%.
No Brasil, o dólar subiu 3,7%, fechando a R$ 5,83, refletindo a incerteza global.
Especialistas alertam que a escalada pode levar a uma recessão mundial, com impactos diretos em preços de bens de consumo e cadeias de suprimentos.
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