Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    Trump afirma que EUA vão “assumir Cuba quase imediatamente” após Irã

    Declaração em tom de brincadeira durante evento na Flórida reacende temores sobre escalada militar e soberania na América Latina

    Presidente Donald Trump em Palm Beach, Flórida

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em evento ocorrido em Palm Beach, Flórida | 1.5.2026 | Foto: Roberto Schmidt / Getty Images

    Flórida (US), 02 de maio de 2026

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (1º/mai) que seu país vai “assumir Cuba quase imediatamente” após concluírem as operações no Irã.

    A declaração, segundo o News Week, ocorreu durante evento no Forum Club of the Palm Beaches, em West Palm Beach, na Flórida, e veio acompanhada da assinatura de uma ordem executiva que amplia significativamente as sanções contra o governo cubano.

    O comentário, embora apresentado em tom leve, reforça a escalada retórica que vem marcando a política externa norte-americana desde o início do segundo mandato de Trump.

    Ao vincular explicitamente a situação de Cuba ao conflito no Irã, o presidente sugere uma sequência de ações que coloca em xeque princípios de soberania e estabilidade regional na América Latina.

    Segundo relato da Fox News, Trump fez a observação enquanto homenageava o ex-deputado Dan Mica. “E ele vem de, originalmente, um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”, disse o presidente. Cuba tem problemas. Vamos terminar uma primeiro. Eu gosto de terminar o trabalho”.

    Em seguida, ele descreveu um cenário hipotético: “No caminho de volta do Irã, vamos ter um dos nossos grandes — talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo — vamos fazer ele chegar, parar a cerca de 100 metros da costa, e eles vão dizer ‘muito obrigado, nós nos rendemos’”.

    A CNN International confirmou o mesmo teor, destacando que a fala ocorreu no mesmo dia em que Trump assinou a ordem executiva de sanções ampliadas, que inclui bloqueio de bens, proibições a transações e penalidades secundárias contra empresas estrangeiras que negociem com entidades cubanas ligadas aos setores de segurança, energia e finanças.

    O texto da ordem classifica o governo cubano como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.

    A declaração se insere em uma sequência de posicionamentos anteriores. Desde março, Trump vinha afirmando que a mudança de regime em Cuba seria “questão de tempo” após o Irã.

    A nova ordem executiva e o discurso de sexta-feira (1º/mai) aceleram essa narrativa, gerando preocupação com possíveis impactos sobre a democracia e a soberania dos povos latino-americanos.

    Sob a ótica da justiça internacional, medidas unilaterais de pressão econômica e retórica belicista tendem a agravar crises humanitárias sem necessariamente promover transições democráticas estáveis.

    A geopolítica atual revela tensões entre o unilateralismo norte-americano e o direito de autodeterminação dos Estados da região.

    FAQ Rápido

    1.A declaração de Trump sobre Cuba foi literal ou brincadeira?
    Foi apresentada como tom de brincadeira, mas veio acompanhada de sanções concretas e ecoa promessas anteriores de mudança de regime.

    2. O que mudou nas sanções contra Cuba?
    A ordem executiva de sexta-feira (1º/mai) amplia penalidades a setores estratégicos e autoriza sanções secundárias contra terceiros países.

    3. Como isso afeta a América Latina?
    A escalada pode tensionar relações regionais e levantar questionamentos sobre respeito à soberania e à democracia no continente.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading