Militar diz que ofensiva na cidade do extremo sudoeste do enclave “não é geral”, pois nunca ocorreu e nem ocorrerá “nenhuma ação militar” lá “ou em qualquer outro lugar, para trazer a destruição da população civil em Gaza“
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Segundo um oficial do Hamas, Osama Hamdan, não há necessidade de novas negociações com Israel, pois elas dão aos militares israelenses “mais tempo para continuar a agressão” em Gaza, conforme mostrou neste sábado a agência de notícias ‘Al Jazeera‘.
Uma ordem sobre a cidade de Rafah, no extremo sudoeste do enclave, dada pelo TIJ (Tribunal Internacional de Justiça – órgão jurisdicional da ONU (Organização das Nações Unidas), com sede no Palácio da Paz) – não descarta toda a ofensiva, diz Israel.
O Palácio da Paz é um edifício administrativo de direito internacional em Haia, Holanda, onde estão abrigados o TIJ, o Tribunal Permanente de Arbitragem, a Academia de Direito Internacional e a Biblioteca.
O TIJ ordenou na sexta-feira (24/5) que o país liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “pare imediatamente sua ofensiva militar e qualquer outra ação que possa trazer a destruição física do povo palestino, em parte ou no todo”.
Segundo o ‘Al Jazeera‘, um oficial israelense disse à agência de notícias ‘Reuters‘ sob condição de anonimato que a ordem “não é geral”, pois nunca ocorreu e nem ocorrerá “nenhuma ação militar em Rafah ou em qualquer outro lugar, para trazer a destruição da população civil em Gaza, nem em parte nem no todo”.
Segundo o jornal sediado em Catar, o conselheiro de segurança nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, disse à ‘N12TV‘ neste sábado que “eles estão nos pedindo para não cometer genocídio em Rafah. Não cometemos genocídio e não cometeremos genocídio”.
Os ataques de Israel a Rafah, no sul de Gaza, continuaram, apesar da decisão do TIJ, diz a matéria. Segundo a publicação, a agência de notícias Wafa relata que uma criança foi morta e muitas outras ficaram feridas no último ataque israelense a um edifício residencial.
