A Corte Eleitoral paranaense havia comunicado que seria no dia 19, mas agora será 11 dias antes, na antevéspera do Carnaval
Sergio Moro (União Brasil-PR), acusado de prática de abuso de poder econômico na pré-campanha eleitoral de 2022, pode perder o mandato de senador 11 dias antes do que havia sido decidido pelo TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná.
O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, que pode agora virar ex-senador já neste mês que se inicia, é alvo de duas AIJEs (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) que apontam abuso de poder econômico, caixa dois e utilização indevida de meios de comunicação social durante a pré-campanha eleitoral de 2022.
As duas ações foram protocoladas pelo Partido Liberal (PL) e pela Federação Brasil da Esperança – FÉ BRASIL (PT/PCdoB/PV).
O julgamento estava marcado para acontecer no dia 19, mas por decisão do desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, os processos foram incluídos na pauta da quinta-feira da próxima semana, 8 de fevereiro.
A informação da assessoria do TRE foi divulgada pelo jornal ‘O Globo‘, após inclusão feita por Moura no seu último dia de atuação na Corte, diz a matéria.
Serão seis desembargadores que vão estar no julgamento. Em caso de empate em 3 a 3, o presidente vota.
O Tribunal paranaense vai analisar nomes para desembargador nesta quinta-feira (1º) e, então, será feita uma votação da lista tríplice e os três nomes serão encaminhados para o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O preferido para ser indicado é o advogado José Rodrigo Sade.
