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Transportadora ligada ao grupo Zema é autuada por trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais

    22 motoristas enfrentavam jornadas de até 19 horas em condições desumanas – SAIBA MAIS

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    Brasília, 13 de abril de 2025

    Em Araxá, Minas Gerais, uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizada em 4 de fevereiro de 2025, flagrou 22 motoristas da empresa Cidade das Águas Transportes, ligada ao Grupo Zema, em condições análogas à escravidão.

    A fiscalização, que envolveu auditores fiscais, procuradores do Ministério Público do Trabalho e policiais rodoviários federais, revelou jornadas exaustivas de até 19 horas diárias no transporte de móveis e eletrodomésticos para lojas do conglomerado, pertencente à família do governador Romeu Zema (Novo).

    A ação, noticiada pelo ICL Notícias, expôs a ausência de períodos de descanso adequados, com motoristas submetidos a controles rígidos, como a assinatura do “Controle da Viagem” para sair do Centro de Distribuição do grupo.

    A situação ganhou destaque em outras reportagens, como a do Brasil de Fato, que detalhou a coordenação das rotas pelo próprio Grupo Zema, indicando envolvimento indireto na gestão dos horários excessivos.

    A empresa Cidade das Águas negou as acusações, classificando a autuação como “subjetiva”, mas a inspeção confirmou violações graves.

    Minas Gerais, que lidera o ranking nacional com 159 empregadores na “lista suja” do trabalho escravo, segundo o MTE, enfrenta críticas pela não divulgação dessa lista no site oficial do governo estadual, descumprindo a Lei 24.535/2023, conforme apontado pelo bloco Democracia e Luta da Assembleia Legislativa.

    O caso reacende debates sobre a responsabilidade de grandes grupos econômicos na fiscalização de terceirizadas.

    Caminhão de transportadora do Grupo Zema | Imagem divulgação MTE

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    Reportagens como a da Agência Brasil mostram que situações semelhantes já ocorreram em outros setores, como o agronegócio, reforçando a necessidade de maior rigor.

    O governador Zema, que já fez declarações polêmicas sobre baixos salários em regiões pobres do estado, segundo o Correio Braziliense, enfrenta agora questionamentos sobre a conduta das empresas de sua família, ampliando o impacto político do escândalo.

    A operação em Araxá integra esforços nacionais de combate ao trabalho escravo, que resgatou 2.004 trabalhadores em 2024, conforme o Estado de Minas.

    A “lista suja”, atualizada em 2025, expõe a persistência de práticas desumanas, especialmente em Minas Gerais.

    O caso do Grupo Zema, amplificado por denúncias no O Tempo e outras mídias, reforça a urgência de políticas públicas eficazes e maior transparência para erradicar essa prática no Brasil.

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