Falta verba para custos de diárias de agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, mas o evento está garantido
O Gabinete de Transição trabalha prevendo que a posse presidencial de Lula não terá a participação de Bolsonaro e que, para além disso, falta verba para custos de diárias de agentes da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mas o evento está garantido e valores podem ser acertados mais tarde, diz matéria no jornal Folha de S. Paulo.
Poderão ser utilizados até mesmo agentes que ainda nem concluíram o curso de formação na academia da PF, de acordo com discussão com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, em reunião na quinta-feira (24/11). Manifestações antidemocráticas de apoiadores golpistas do candidato derrotado e ainda presidente preocupam o futuro governo.
A preocupação com a posse foi mencionada à imprensa na quarta (23/11) pelo grupo de Justiça e Segurança Pública, quando foi discutido um reforço da segurança por causa da presença de chefes de Estado de outros países.
“O que temos de mais emergencial para este ano, que são diárias da PRF, diárias para operações da Polícia Federal, e também a retomada dos passaportes, estamos falando aí de algo em torno de R$ 200 milhões neste ano“, disse o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA). Os policiais vão ter de “trabalhar voluntariamente para receber posteriormente as diárias. É como tem ocorrido“, afirmou.
Por desconfiança em relação ao trabalho do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a Transição Lula escanteou-a da coordenação de segurança da posse e a Polícia Federal será a coordenadora, mas a equipe reconheceu que não há como excluir completamente a pasta de do general Augusto Heleno.
Avalia-se que o GSI ficará responsável pela segurança de Lula durante o novo governo, com a responsabilidade de proteger o Palácio do Planalto.
