Coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao presidente Lula, rejeita anistia a golpistas e cobra firmeza do governo – SAIBA MAIS
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Brasília, 12 de abril de 2025
O grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao governo Lula, criticou duramente as articulações para anistiar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, chamando qualquer tentativa de acordo de “vergonha”.
Em declaração ao jornal Folha de S.Paulo, o coordenador Marco Aurélio de Carvalho afirmou que transformar um ataque à democracia em barganha política é inaceitável.
O grupo rejeita propostas de redução de penas e pressiona o governo a manter posição firme contra o que considera uma manobra bolsonarista para apagar responsabilidades pelo ataque aos Três Poderes.
A proposta de anistia ganhou força com a mobilização de Jair Bolsonaro e aliados e já teria apoio de 257 deputados, número suficiente para aprovar a medida na Câmara.
O presidente da Casa, Hugo Motta (epublicanos-PB), negocia com Lula e o STF uma alternativa para evitar crise institucional, mas enfrenta pressão do PL, que obstrui votações para forçar a pauta.
Enquanto isso, o Prerrogativas planeja ações para expor deputados favoráveis à anistia, reforçando a campanha “sem anistia” nas redes sociais.
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A resistência à anistia não é unânime. Setores do centrão, incluindo partidos da base de Lula, flertam com a proposta para garantir apoio político em 2026, enquanto o STF monitora as articulações, temendo precedente para enfraquecer a democracia.
O Prerrogativas, por sua vez, insiste que qualquer acordo seria uma traição aos princípios democráticos, ecoando o sentimento de movimentos civis que também exigem punição rigorosa aos golpistas.
A polêmica expõe a tensão entre a busca por estabilidade política e a defesa do Estado de Direito.
Enquanto o governo Lula tenta evitar conflitos com o Congresso, onde a proposta de anistia avança, a sociedade civil e grupos como o Prerrogativas reforçam a necessidade de preservar a memória do 8 de janeiro como um marco contra retrocessos democráticos, alertando para os riscos de impunidade.












