Para o fundador do Opera Mundi quando o trio de “golpistas Paulinho da Força, Michel Temer e Aécio Neves se juntam, só cabe repúdio“. O jornalista acrescenta que a “trama” do PL da Dosimetria é “reviver a direita liberal“
Brasília, 20 de setembro de 2025
O jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, condena veementemente a trama articulada envolvendo três figuras controversas do establishment brasileiro: o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
O trio se reuniu na residência de Temer, em São Paulo, na noite de quinta-feira (18/set), para discutir o que chamam de “pacto republicano” – uma reformulação do polêmico Projeto de Lei (PL) da Anistia, agora rebatizado como PL da Dosimetria.
A proposta visa reduzir penas impostas a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, sem conceder perdão total, mas gerando forte repúdio de setores da esquerda e do bolsonarismo radical.
Em postagem no X na manhã deste sábado (20/set), Altman chamou Aécio, Paulinho e Temer de “mortos-vivos“, canalhas” e “golpistas”, acrescentando que “só cabe repúdio” em relação à reunião.
Para o jornalista, a ideia “é reviver a direita liberal, subjugar o bolsonarismo e se lançar contra a esquerda”.
“Qualquer flerte com essa manobra merece total condenação”, disse Altman, conhecido por análises críticas ao centrão, alertando para o risco de uma aliança que enfraqueça a democracia.
Quando três canalhas como os golpistas Paulinho da Força, Michel Temer e Aécio Neves se juntam, só cabe repúdio. A trama dos mortos-vivos é reviver a direita liberal, atrair o bolsonarismo e se lançar contra a esquerda. Qualquer flerte com essa manobra merece total condenação.
— Breno Altman (@brealt) September 20, 2025
A declaração ecoa vozes como a da deputada Natália Bonavides (PT-RN): “Tratar de perdão a golpistas com os responsáveis pelo golpe de 2016 é um deboche com a cara do povo brasileiro”.
O encontro, que contou com participação remota do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e consultas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, marca uma tentativa de consenso entre Legislativo, Executivo e Judiciário.
Segundo fontes ligadas aos envolvidos, o objetivo é “pacificiar o Brasil” e permitir que o Congresso avance em pautas como isenção de Imposto de Renda e segurança pública.
Paulinho da Força, relator do projeto na Câmara, defendeu a mudança em vídeo publicado em suas redes sociais: “A proposta pretende ‘pacificar o Brasil’ e focar na dosimetria das penas, sem anistiar ataques à democracia”.
Ele enfatizou que o texto beneficiaria participantes “lateralmente” nos eventos de 8 de janeiro, mas excluiria o “núcleo crucial” da trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda assim, a redução poderia atenuar sentenças impostas pelo STF, que já condenou réus por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito – crime considerado inconstitucional para anistia ampla.
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O ex-presidente Michel Temer, figura central no impeachment de Dilma Rousseff em 2016, classificou o momento como “histórico” e um “pacto republicano” entre poderes.
Em postagem no X, Aécio Neves reforçou: “A ‘pacificação’ pode permitir ao Congresso debruçar-se sobre agendas que interessam aos brasileiros”.
A reunião, ocorrida na casa de Temer, durou horas e incluiu debates sobre a constitucionalidade do texto, com o objetivo de evitar confrontos com o STF.
A articulação não passou despercebida e gerou reações imediatas. Do lado bolsonarista, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ameaçou Paulinho da Força em postagem no X: “Muito cuidado”.
Ele rejeitou a “dosimetria” como insuficiente, exigindo anistia ampla e atacando Temer, Aécio e até Alexandre de Moraes.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), questionou a legalidade: “Onde está escrito que o Legislativo pode reduzir penas já aplicadas?”.
Esses embates evidenciam a divisão na direita: enquanto o centrão busca moderação para reconquistar espaço, o bolsonarismo radical vê traição.
O PL reformulado alcançaria sentenciados do “núcleo crucial”, incluindo Bolsonaro, mas com restrições para evitar inconstitucionalidade. Paulinho fala em “pacto para produzir um resultado positivo”.
Mas há resistências de aliados como o governador de SP Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vê chances remotas de alterar os planos.
A proposta, que começou como perdão amplo, agora é uma “tesourada seletiva” – mas, para críticos, qualquer flerte com essa manobra ameaça os avanços democráticos pós-2022.
Enquanto o PL avança para análise na Câmara, o Brasil assiste a uma direita fragmentada: liberais do centrão em busca de moderação, bolsonaristas radicais em fúria e a esquerda mobilizada. Resta saber se o “pacto” sobreviverá às ruas e ao plenário.








Bolsonaro virou bode expiatório, eles querem o entregão DESgovernador de SP, qdo este trio se junta podem esperar triagem e safadeza, três golpistas nojentos…
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