Cumplicidade no alto escalão podem ter permitido a ação audaciosa contra o líder venezuelano, o que tem gerado um abismo de incertezas no poder e ondas de desconfiança global

Brasília (DF) · 06 de janeiro de 2026
Vozes proeminentes na Venezuela elevam acusações de traição interna e possível infiltração da CIA como facilitadores do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma incursão militar dos Estados Unidos que abalou as estruturas do poder em Caracas.
O episódio, consumado na madrugada de 03/jan, expõe fissuras no aparato defensivo nacional e também suscita um turbilhão de interrogações sobre lealdades divididas e agendas ocultas, conforme as reportagens de veículos locais, como o portal Aporrea, que delineiam um panorama de paralisia e cumplicidade.
A operação, revelada como uma ação precisa com bombardeios em pontos estratégicos como o Fuerte Tiuna, a Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda e o Aeropuerto de Higuerote, durou meros 30 minutos, apesar da existência de sistemas de defesa aérea de origem russa e chinesa.
Essa brevidade operacional, segundo análise de Ricardo Abud em artigo exclusivo no Aporrea, aponta para uma “traição interna” que pavimentou o caminho para a extração, deixando a Venezuela imersa em um vazio de poder sem precedentes.
Abud questiona: “Como souberam exatamente onde encontrá-los? Quem forneceu essa informação?”, enfatizando níveis de infiltração ou conivência que demandam escrutínio imediato.
Ecoando essas suspeitas, o filho do presidente sequestrado, Nicolás Maduro Guerra, quebrou o silêncio em declaração veiculada em outra matéria do Aporrea, afirmando: “A história dirá quem são os traidores, mas neste momento não poderão nos semear dúvidas”.
Essa exortação à militância, proferida em meio a apelos por unidade, sugere uma caça interna a elementos desleais, embora não nomeie suspeitos específicos.
Paralelamente, discussões no mesmo portal, em texto de Jesús Sotillo Bolívar datado de outubro de 2025, já alertavam para padrões de ação da CIA na Venezuela, incluindo reacomodos políticos e identificação de traidores, o que ganha relevância renovada no contexto atual.
Integra-se a esse mosaico a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando e, em pronunciamento pela televisão estatal da Venezuela, negou a presença de Maduro no território durante a operação, demandando “prova de vida imediata”.
No entanto, alegações externas, incorporadas aqui de forma complementar e atribuídas ao ex-vice-presidente colombiano Francisco Santos em entrevista à NTN24, apontam para uma suposta entrega de Maduro por Rodríguez a forças norte-americanas, com Santos declarando: “Estou absolutamente seguro de que Delcy o entregou”.
Essa perspectiva, exclusiva dessa fonte e ligada a contatos com o secretário de Estado Marco Rubio, implica negociações secretas para uma transição, priorizando interesses econômicos de gigantes como a Chevron e a Exxon, sem menção direta à CIA, mas insinuando cumplicidade de alto nível.
Enquanto Donald Trump ameaçava publicamente Rodríguez com represálias maiores caso não cooperasse, o cenário delineado por essas vozes venezuelanas reforça a narrativa de uma brecha interna explorada por inteligência estrangeira.
Artigos de Luis Semprún Jurado, também no Aporrea, sobre a “geometria da traição”, embora de meses anteriores, contextualizam um padrão de deserções motivadas por incentivos offshore, amplificando as suspeitas no vácuo atual.
Assim, a Venezuela confronta não apenas a perda de seu líder, mas um labirinto de desconfianças que pode redefinir alianças e soberania, demandando uma investigação profunda para restaurar a coesão nacional.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
