
Crianças da África | Crédito da imagem: Vatican News
Menores africanos são traficados para famílias em países como França, Bélgica e Suíça, explorados em trabalho doméstico e abuso sexual – SAIBA MAIS
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Brasília, 27 de abril de 2025
Portugal tem sido usado como ponto de passagem em uma rede internacional de tráfico de crianças, com menores africanos sendo vendidos a famílias em países como França, Bélgica e Suíça.
Essas crianças, muitas vezes traficadas sob a promessa de uma vida melhor, são exploradas para trabalho doméstico ou abuso sexual, enquanto as famílias adotivas recebem subsídios estatais, segundo investigação publicada pelo jornal português Expresso.
O único centro de abrigo para crianças e jovens vítimas de tráfico em Portugal está lotado, dificultando o acolhimento e proteção dessas vítimas.
A operação de tráfico envolve a detecção de menores nos aeroportos portugueses, especialmente em Lisboa e Porto, com destino aos países citados.
As autoridades portuguesas identificaram o problema, mas enfrentam desafios para contê-lo. Em um período de apenas 10 dias no último mês, traficantes foram interceptados em ambas as cidades.
Apesar das ações policiais, a falta de recursos e a superlotação de abrigos dificultam a resposta efetiva.
As crianças traficadas são frequentemente usadas como meio de obtenção de benefícios financeiros por famílias adotivas, que se aproveitam de generosos abonos estatais oferecidos por governos europeus.
A prática, embora identificada desde 2019, continua a crescer, com traficantes explorando vulnerabilidades de menores de países pobres, submetidos a maus-tratos e documentação fraudulenta.
As autoridades europeias, incluindo a União Europeia, já alertaram para o fenômeno das chamadas “crianças-soldados” em outros países do norte da Europa, onde menores são explorados não apenas para trabalho, mas também em atividades criminosas, como o tráfico de drogas.
Embora esses casos extremos ainda não tenham sido registrados em Portugal, a tendência preocupa as polícias locais.
A situação expõe a necessidade de maior cooperação internacional e investimento em estruturas de acolhimento e prevenção.
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Enquanto as autoridades portuguesas intensificam a vigilância nos aeroportos, o combate ao tráfico humano exige ações coordenadas entre os países de origem, trânsito e destino das vítimas.












