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Traficantes invadem TV e fazem jornalistas reféns, após Daniel Noboa decretar estado de exceção (VÍDEOS)

    Desde ontem, após o anúncio do presidente do Equador contra o narcotráfico, diversos episódios violentos foram reportados – ASSISTA

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    Depois, a polícia chegou e rendeu os sequestradores do canal TC Televisión, em Guayaquil, no Equador. Os reféns foram libertados após horas de negociação.


    O Exército foi colocado nas ruas devido à intensa onda de violência no país.


    Acompanhe a notícia oficial da mídia local:

    Dialoguemos

    O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou nesta terça-feira (9/1) a existência de um “conflito armado interno” no país, o que implica o imediato envio e intervenção de forças de segurança contra o crime organizado.

    O país vive atualmente uma escalada sem precedentes de terror e violência. 

    Às duas da tarde, a transmissão da TC Televisión foi interrompida e um grupo do crime organizado fez os jornalistas como reféns. Num sinal ao vivo e a nível nacional, todo o país testemunhou como cerca de dez homens encapuzados e armados atacaram os trabalhadores do canal. 

    Em quase meia hora de transmissão, em que os jornalistas imploravam para não lhes fazer mal, foram ouvidos tiros na televisão. Então o sinal foi cortado.

    O presidente, que iniciou seu mandato há menos de dois meses, tomou a decisão um dia depois de decretar o toque de recolher noturno e após o assalto ao canal de Guayaquil, a cidade mais populosa do país e epicentro da gravíssima crise  de segurança que sufoca os equatorianos

    A onda de ataques que assola o país há três dias intensificou-se esta terça-feira, onde um grupo de criminosos também tentou entrar no Hospital Teodoro Maldonado Carbo, na mesma cidade costeira. Na capital, vários negócios foram forçados a fechar devido a saques.

    Nas imagens ao vivo, vários homens encapuzados podem ser vistos ameaçando os trabalhadores do canal TC, exigindo que peçam à Polícia, que chegou ao local, para sair ao vivo. Posteriormente, vários tiros e gritos de pessoas foram ouvidos enquanto a transmissão ao vivo continuava. O enésimo dia de caos ocorre depois que o presidente Noboa declarou toque de recolher entre onze da noite e cinco da manhã durante dois meses.

    Seis prisões foram ocupadas desde o fim de semana passado por presos que sequestraram agentes penitenciários e causaram altercações dentro dos centros. 

    A tensão aumentou depois que José Adolfo Macías, vulgo Fito, o criminoso mais perigoso do Equador, escapou da Prisão Regional de Guayaquil, com outras quatro pessoas que fazem parte do seu círculo de segurança. As autoridades do SNAI, entidade responsável pelo controlo penitenciário, tomaram conhecimento disso através de uma operação de controlo de armas e objetos proibidos realizada pela polícia e pelas Forças Armadas na manhã de domingo, quando encontraram a cela de Fito, decorada com a sua imagem, vazio. 

    O Governo ainda não reconhece a fuga do líder da quadrilha criminosa Los Choneros e apenas disse que “ele não aparece”. No entanto, o Ministério Público equatoriano apresentou acusações pela suposta fuga contra dois funcionários penitenciários que estariam envolvidos na fuga.

    Governo declara 23 grupos terroristas

    O quarto parágrafo do Decreto diz: “Identificar os seguintes grupos do crime organizado transnacional como organizações terroristas e atores beligerantes não estatais”.

    Em seguida, acrescenta a lista de 23 grupos que atuam no país: Águias, Águias Assassino, AK 47, Cavaleiros das Trevas, Chone Killer, Choneros, Corvicheros, Quartel Feio, Cubanos, Fatal, Gângster Kater, Piler Lagartos, Reis Latinos, Lobos, A página 27, Os tubarões, Máfia18, Trevo da Máfia, PadrõesR7 e Tiguerones.

    ]O texto estabelece, por fim, que o Conselho de Estado e Segurança Pública (COSEPE) atualizará a lista de grupos identificados.

    Cientista fala em intervenção dos EUA na América Latina

    Para o cientista geopolítico brasileiro, Vinicios Betiol, que, segundo ele, já havia alertado sobre uma “possível intervenção dos EUA na Geopolítica da América Latina“, durante a campanha presidencial no Equador, “o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado justamente quando as pesquisas indicavam uma possível vitória da esquerda no primeiro turno“.


    Betiol escreveu: “No Equador o candidato vence no primeiro turno se tiver mais de 40% dos votos, desde que consiga ficar 10% à frente do segundo colocado. Com o assassinato, os votos da direita migraram. Além disso, o clima de combate ao crime, favoreceu ao espectro político deles.

    Agora o presidente, com baixa popularidade, alega que a criminalidade está fora do controle, decreta “estado de emergência” e posteriormente “conflito armado interno”. Adivinhem quem está participando da reunião de emergência? O EMBAIXADOR DOS EUA!

    Pode ser que ele esteja lá só para oferecer um “ombro amigo” a um presidente que perdeu o controle da segurança do país? Pode. Porém, quem conhece o histórico golpista dos EUA na região sabe que o contexto de insegurança pode ser um pretexto armado para o endurecimento do regime e aumento da influência estadunidense na América Latina, diante de uma nova guerra fria com a China e divergência de interesses com os BRICS.

    Principalmente com a possível entrada da Venezuela no grupo. A mesma Venezuela que ameaça um conflito armado com a Guiana.

    O movimento pode ser o início da formação de um “cinturão autoritário” pró-Eua na América Latina“.

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