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Trabalhadores da Segurança Pública repudiam acordos do Brasil com Israel e argumentam que ‘colaboração é utilizada pela extrema-direita’

    Grupo de policiais e agentes do setor pedem cancelamento de “contratos, acordos e convênios militares e comerciais” entre os dois países, em “Solidariedade ao Povo Palestino” e pelo “Fim do Genocídio na Palestina e pelo Cessar-fogo Imediato“

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    Na onda das declarações do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra os “efeitos colaterais” decorrentes das ações do Estado de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza, trabalhadores de Segurança Pública do Brasil lançam “Nota de Repúdio” a “Acordos Comerciais/Militares” celebrados entre os dois países.

    O conflito no enclave já dizimou quase 30 mil palestinos, entre mulheres e crianças, e feriu quase 70 mil, desde 7 de outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde do grupo armado.

    O manifesto se encontra no portal ‘Petição Pública‘ e tem como destinatários o Ministro de Relações Exteriores Mauro Vieira, o Assessor Especial da Presidência da República Celso Amorim, o Ministro de Justiça e da Segurança Pública Ricardo Lewandowski, o Ministro da Defesa José Mucio, o Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania Silvio Almeida, além de governadores das unidades federativas do Brasil.

    Diante de “situação” considerada “grave e urgente“, o grupo de policiais e agentes do setor pede a adesão de outros nomes e entidades para o apoio ao cancelamento de “contratos, acordos e convênios militares e comerciais do Brasil com esse Estado [Israel], em “Solidariedade ao Povo Palestino” e pelo “Fim do Genocídio na Palestina e pelo Cessar-fogo Imediato“.

    Segundo o texto no site, os signatários saúdam “a decisão do governo do presidente Lula de apoiar a representação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça contra o genocídio” e repudiam “relações de conhecimento de todos estabelecidas nas estruturas da Defesa e Segurança pública com empresas sionistas israelenses e o Estado de Israel“.

    O grupo afirma ainda que a “colaboração” tem sido “utilizada pelas forças de extrema-direita no país, e nesse sentido configura um tipo de ingerência externa na Defesa e na Segurança Pública”.

    Leia a íntegra a seguir:

    “Nós somos trabalhadores da segurança pública, fazemos parte do povo brasileiro e temos acompanhado de perto o drama que vive o povo palestino, com crianças e mulheres, civis desarmados, médicos e hospitais sendo bombardeados de forma covarde, privados de alimentos e de assistência.

    Saudamos a decisão do governo do presidente Lula de apoiar a representação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça contra o genocídio.

    Repudiamos, em particular, as relações de conhecimento de todos estabelecidas nas estruturas da Defesa e Segurança pública com empresas sionistas israelenses e o Estado de Israel. Esta colaboração não tem se mostrado neutra, ao contrário, é utilizada pelas forças de extrema-direita no país, e nesse sentido configura um tipo de ingerência externa na Defesa e na Segurança Pública.

    Nesse sentido, consideramos à Vossas Excelências o questionamento das relações do Brasil militares, comerciais e diplomáticas com o Estado-apartheid de Israel.

    Defendemos que sejam cancelados os contratos, acordos e convênios militares e comerciais do Brasil com esse Estado.

    – Solidariedade ao Povo Palestino!

    – Fim do Genocídio na Palestina e pelo Cessar-fogo Imediato!

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