Vendaval com ventos acima de 250 km/h provoca tragédia no Centro-Sul paranaense, com granizo, destelhamentos e colapso de estruturas; Defesa Civil confirma supercélula e mobiliza resgates emergenciais
Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, 08 de novembro 2025
A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, foi devastada por um tornado classificado preliminarmente como F2/F3 na escala Fujita, com rajadas de vento entre 180 e 250 km/h, na tarde de sexta-feira (7/nov).
O fenômeno, originado de uma supercélula associada a um ciclone extratropical, deixou pelo menos 5 mortos, mais de 430 feridos – nove em estado grave – e destruiu cerca de 80% da área urbana de uma cidade com 14 mil habitantes.
Imagens registradas por moradores mostram veículos tombados, postes derrubados, casas de alvenaria colapsadas e um supermercado desabado com pessoas soterradas nos escombros.
“Parece filme”, relatou o prefeito Sezar Augusto Bovino, que confirmou vítimas presas em destroços e mobilizou equipes para buscas.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil atuam com aeronaves e 50 bombeiros enviados, enquanto a Copel [empresa de energia do estado] registrou 193 mil unidades sem energia em todo o Paraná, com interrupções também no abastecimento de água.
O Simepar confirmou o tornado via radar, destacando sua rotação interna extrema e potencial para danos severos.
Municípios vizinhos como Candói, Porto Barreiro e Laranjeiras do Sul sofreram destelhamentos, granizo em lavouras e alagamentos pontuais.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior comandou reunião emergencial no Quartel do Corpo de Bombeiros e prestou solidariedade: “A Defesa Civil e as forças de segurança estão mobilizadas para acompanhar as cidades atingidas”.
Este temporal agrava uma sequência de eventos extremos no Paraná em novembro de 2025. Nos dias 1º e 2, chuvas intensas afetaram 53 municípios, com 23 mil pessoas impactadas, 7 mil residências danificadas e 14 em situação de emergência – como Barbosa Ferraz (7,8 mil afetados) e Jandaia do Sul. Granizo e vendavais já haviam superado médias históricas em cidades como Campo Mourão e Santa Helena, com prejuízos agrícolas bilionários acumulados no ano.
Historicamente, o Paraná enfrenta recorrência de temporais na primavera devido a complexos convectivos de mesoescala (CCMs) vindos do Paraguai, que geram enchentes, vendavais e granizo.
Em outubro, chuvas ultrapassaram médias em quase todo o estado, com volumes como 523 mm em Francisco Beltrão.
Desastres naturais causaram R$ 1,6 bilhão em prejuízos só em 2025, afetando 210 mil pessoas em 207 municípios.
O governo estadual liberou recursos via Fundo Estadual para Calamidades Públicas, e o federal anuncia ajuda humanitária.
Autoridades orientam cadastramento via SMS (CEP para 40199) para alertas e evitam áreas de risco.
A tragédia reforça a urgência de monitoramento meteorológico em regiões vulneráveis a eventos severos.
RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL







