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Lula envia Gleisi e equipe de ministros ao Paraná após tornado causar devastação e mortes em cidades

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    Lula com Gleisi
    Lula com Gleisi Hoffmann / Foto: Érica Martin/The News 2/Estadão Conteúdo | Ao fundo, a cidade de Rio Bonito do Iguaçu apóa passagem de tornado, com 80 de destruição visível / Imagem reprodução


    Governo federal mobiliza Defesa Civil, Força Nacional do SUS e equipes de reconstrução após ventos acima de 250 km/h destruírem 80% de cidade paranaense em fenômeno raro no Brasil



    Brasília, 08 de novembro 2025

    Um tornado de intensidade classificada preliminarmente como F3, com ventos superiores a 250 km/h, devastou as cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, no centro-sul do Paraná, na tarde de sexta-feira (7/nov), deixando um saldo trágico de pelo menos seis mortos e mais de 430 feridos.

    O fenômeno, formado a partir de uma supercélula associada a um ciclone extratropical, destruiu cerca de 80% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu, município de aproximadamente 14 mil habitantes, com destelhamentos em massa, tombamento de veículos, queda de árvores e colapso de estruturas de alvenaria.

    As vítimas fatais incluem cinco pessoas em Rio Bonito do Iguaçu — três homens de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres de 47 e 14 anos — e uma em Guarapuava, um homem de 53 anos.

    Entre os feridos, nove estão em estado grave, com atendimentos realizados em hospitais de Laranjeiras do Sul, Cascavel e Guarapuava, além de um hospital de campanha montado na região.

    A Defesa Civil estima que cerca de 10 mil pessoas foram afetadas, com milhares de desalojados e desabrigados, além de interrupções no fornecimento de energia e água pela Copel e Sanepar.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às vítimas em postagem no X, afirmando:

    “Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas.”

    Ele anunciou o envio imediato de uma equipe federal liderada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acompanhada por representantes dos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, além de técnicos da Defesa Civil Nacional e profissionais da Força Nacional do SUS. c

    “Seguiremos apoiando a população paranaense. E prestando todo o auxílio que for necessário”.

    O governador Ratinho Júnior (PSD) decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu e mobilizou forças estaduais, incluindo bombeiros, policiais e aeronaves para resgates.

    Imagens aéreas revelam um cenário de devastação quase total, com bairros inteiros arrasados e rodovias temporariamente bloqueadas.

    Contexto histórico de tornados no Paraná

    Embora raros no Brasil, tornados na região Sul têm precedentes.

    O último registro significativo ocorreu há sete anos, em 2018, na zona rural de Toledo, com ventos de 110 km/h, sem vítimas.

    Em 2015, Francisco Beltrão e Mariópolis sofreram destruição com 71 feridos.

    Eventos mais antigos incluem o F3 em Nova Laranjeiras (1997) e casos severos em Guaraciaba (SC, 2009, F4).

    Um estudo da UEPG identificou 106 tornados no Paraná entre 1970 e 2023, atribuindo o aumento à maior densidade populacional e monitoramento.

    Este de 2025 é considerado o mais trágico na história recente do Brasil.

    A tragédia reforça a urgência de políticas de prevenção a eventos extremos, impulsionados por contrastes térmicos e mudanças climáticas.

    Autoridades federais e estaduais coordenam ajuda humanitária, com envio de cestas básicas, kits de higiene e recursos para reconstrução.



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