
CARLA ZAMBELLI e JAIR BOLSONARO |19.01.2022| imagem reprodução
Segundo a parlamentar mineira, Zambelli foi abandonada “pelo caminho” por Bolsonaro, que a culpa por ter perdido a reeleição após o caso da perseguição armada em São Paulo – SAIBA MAIS
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Brasília, 09 de maio de 2025
No X, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) comentou a condenação da homóloga na Câmara, Carla Zambelli (PL-SP), a 10 anos de prisão por sua participação na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Salabert destacou a ironia de Zambelli ter cometido crimes para defender um “homem criminoso” que, segundo ela, a abandonou.
“Sabe o que é mais curioso no caso dela? Todos os crimes que Zambelli cometeu foi para defender um homem que – além de ser um criminoso- ainda a abandonou pelo caminho”, escreveu a parlamentar mineira em sua conta oficial na plataforma de microblog X.
STF forma maioria para condenar Zambelli pela invasão hacker ao CNJ.
— Duda Salabert (@DudaSalabert) May 9, 2025
Sabe o que é mais curioso no caso dela?
Todos os crimes que Zambelli cometeu foi para defender um homem que – além de ser um criminoso- ainda a abandonou pelo caminho. pic.twitter.com/k1tWvDyAw9
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, junto ao hacker Walter Delgatti, que recebeu 8 anos e 3 meses.
A condenação, decidida em sessão virtual com maioria formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, inclui a perda do mandato parlamentar após o trânsito em julgado e inelegibilidade por 8 anos.
Zambelli e Delgatti também foram sentenciados a pagar R$ 2 milhões em indenização por danos morais e coletivos, conforme denúncia da PGR que apontou a deputada como autora intelectual da invasão para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra Moraes.
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A defesa de Zambelli contesta a decisão, alegando falta de provas irrefutáveis e criticando o julgamento virtual, enquanto o processo segue até 16 de maio para os votos restantes de Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Outros casos
Além do caso da invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica no CNJ, Zambelli tem outro processo no STF, concluído parcialmente em março, em que ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir o jornalista Luan Araújo com uma arma em São Paulo, em outubro de 2022.
A decisão, com maioria de 6 a 0 (Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli), prevê perda do mandato, cancelamento do porte de arma e está suspensa por pedido de vista de Nunes Marques.
No âmbito eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou duas multas de R$ 30 mil cada: uma em 2024, por divulgar desinformação sobre o processo eleitoral de 2022, confirmada por Edson Fachin, e outra em fevereiro de 2024, por fake news contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou seu mandato por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com placar de 5 a 2, devido a ataques ao sistema eleitoral e a ministros do STF, tornando-a inelegível por 8 anos a partir de 2022, embora os efeitos estejam suspensos até julgamento de recursos no TSE.
Zambelli é investigada em outros inquéritos, como os relacionados aos atos de 8 de janeiro, mas não há condenações nesses casos até o momento.
Mesmo assim, com todo o exposto acima, sua defesa contesta as decisões e alega perseguição política por falta de provas.
Zambelli disse que foi abandonada por Bolsonaro
No final de março, a bolsonarista afirmou à Folha de S. Paulo que esperava apoio do ex-presidente réu no STF por tentativa de golpe de Estado e inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro culpa Zambelli por ter prejudicado sua reeleição com o caso da perseguição armada em São Paulo.












