“Um dos maiores tiros no pé dos políticos de extrema direita foi apoiar o Trump, que taxou o Brasil e fez o país inteiro perceber que não é patriotismo, é viralatismo“, escreve Pedro Ronchi – SAIBA MAIS
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Brasília, 8 de abril de 2025
Nesta terça-feira (8/abr), o influenciador digital Pedro Ronchi publicou uma mensagem em sua conta oficial na plataforma social de microblog X, onde afirmou que os bolsonaristas deram um tiro no pé quando apoiaram o presidente dos EUA, Donald Trump, acrescentando que membros da extrema direita brasileira são vira-latas do republicano;
“Um dos maiores tiros no pé dos políticos de extrema direita foi apoiar o Trump, que taxou o Brasil e fez o país inteiro perceber que não é patriotismo, é viralatismo”, escreveu o “geógrafo” e “comunicador social”, conforme descrito em sua bio.
Na imagem compartilhada, Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), todos com o boné de campanha MAGA (Make America Great Again – Faça a América Grande Novamente), que Trump usou em 2022 e ainda repercute em suas agendas.
Um dos maiores tiros no pé dos políticos de extrema direita foi apoiar o Trump, que taxou o Brasil e fez o país inteiro perceber que não é patriotismo, é viralatismo. pic.twitter.com/4C6P4WVDxZ
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) April 8, 2025
Para Ronchi, a decisão está sendo vista como um erro estratégico. As tarifas impostas por Trump em 2025, que atingem diretamente o Brasil, reacenderam o debate sobre patriotismo versus subserviência, ou “viralatismo”, como ele apontou.
Enquanto o governo americano prioriza sua agenda protecionista, o impacto econômico no Brasil revela uma contradição entre o discurso nacionalista desses líderes e suas ações.
O governo Trump anunciou, em abril de 2025, um “tarifaço” que inclui uma taxa base de 10% sobre todas as importações e tarifas específicas, como 25% sobre aço e alumínio brasileiros.
Segundo o The Wall Street Journal, as medidas visam proteger a indústria americana, mas prejudicam países como o Brasil, que exporta US$ 31 bilhões anuais aos EUA, com superávit comercial favorável aos americanos.
A Reuters destaca que o Brasil não representa ameaça econômica aos EUA, o que torna as tarifas um golpe inesperado para aliados de Trump no país.
O The New York Times reportou protestos no Brasil, onde manifestantes acusam a extrema direita de sacrificar interesses nacionais por alinhamento ideológico com Trump. “Eles falam em soberania, mas aplaudem quem nos taxa”, disse um economista brasileiro ao jornal.
Enquanto isso, posts no X, como o de Ronchi, reforçam a narrativa de que o apoio a Trump reflete subserviência, não patriotismo.
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As tarifas podem custar ao Brasil bilhões em exportações, afetando setores como aço, agricultura e manufatura. Enquanto isso, o governo Lula busca diálogo com os EUA, mas Trump permanece intransigente.
No cenário político, o apoio da extrema direita brasileira a Trump enfraquece sua credibilidade. Figuras como Eduardo Bolsonaro, que já usou o boné MAGA em eventos, enfrentam críticas por ignorar os prejuízos ao país que dizem defender.
O governador de São Paulo foi flagrado com o boné MAGA durante a posse de Trump. Agora, ele enfrenta acusações de priorizar laços com os EUA em detrimento de São Paulo, um estado industrial afetado pelas tarifas. Jair Bolsonaro, por sua vez, evitou confrontar Trump publicamente.
Analistas sugerem que o apoio irrestrito a Trump pode custar caro à extrema direita brasileira nas próximas eleições. A percepção de “viralatismo” – termo que remete à submissão a potências estrangeiras – ganhou força, minando o discurso patriótico que sustentou figuras como Bolsonaro, dando a ideia de que eles apostaram no cavalo errado.
As tarifas de Trump expuseram uma fissura na extrema direita brasileira: o contraste entre o nacionalismo proclamado e a reverência a um líder que prioriza os EUA em detrimento de aliados.












