The Intercept: ‘Políticos traficavam drogas e armas na ditadura militar’

08/07/2019 2 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – Reportagem do The Intercept Brasil, endossada pelo jornalista Lázaro Thor Borges, diz que carros oficiais faziam o transporte de armas e drogas em região de fronteira. A matéria publicada nesta segunda-feira (8) pelo site diz que havia uma forte ligação de traficantes de armas e drogas com parlamentares do PSD, partido de direita ligado ao governo militar. Os documentos publicados na reportagem mostram que até mesmo o presidente João Batista Figueiredo tinha conhecimento dessa aproximação, mas nada fez para intervir.

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O texto do The Intercept diz que um carro do Poder Legislativo Federal ia até a fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e voltava para o Brasil carregado de drogas e armas que seriam distribuídos para o Sudeste brasileiro. É nesse período do início da década de 1980 que grupos criminosos começam a se organizar, principalmente no Rio de Janeiro.

Os documentos que serviram de base para a matéria eram tidos confidenciais até 2005, quando o então presidente Lula assinou o decreto 5.584 que declarava que todos os arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI), do Conselho de Segurança Nacional e Comissão Geral de Investigações, que estavam de posse da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fossem mandados para o Arquivo Nacional.
Os papéis mostram que o então deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, Gandi Georges, era um dos agentes do contrabando que era chefiado pelo seu irmão Fahd Jamil Geroges. Ambos tinham uma estreita relação com o governo do estado na época, Pedro Pedrossian. Georges e Pedrosisiam pertenciam ao PDS.

O relacionamento de amizade de Pedrossian com Fahd Jamil, o qual é conhecido como um dos maiores contrabandistas da área, explorador de cassino e do chamado jogo do bicho, é um aspecto altamente negativo. Este relacionamento além de estar desgastando o PDS tem refletido também negativamente na área federal. Já por algumas vezes servidores do SNI foram indagados ‘se o Serviço Nacional de Informações não vê isso”, mostra um comunicado endereçado ao presidente Figueiredo.

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