The Guardian: “Vitória definitiva de Lula é o melhor resultado para a democracia e para o planeta”

O jornal inglês propõe que “outros países devem deixar claro que não tolerarão tentativa de trapaça, intimidação ou ameaças de Bolsonaro

À medida que as eleições de 2 de outubro se aproximam, o medo de que [o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL)] permaneça no poder é ainda maiorEle provou ser um líder imprudente e incompetente e continua sendo uma ameaça à democracia e ao planeta, incitando aqueles que estão destruindo a floresta amazônica”, diz o texto inicial do Editorial de um dos mais influentes jornais internacionais, o inglês The Guardian. Na opinião dos redatores da mídia, “o perigo é que Bolsonaro considere a votação real como uma irrelevância“, em se considerando a vantagem do ex-presidente LULA em todas as pesquisas de intenções de voto. 

O jornal diz que, por contra da vantagem de seu oponente, que pode ganhar no primeiro turno, “Bolsonaro cortou abruptamente os impostos sobre combustíveis, enviou transferências mensais de dinheiro para famílias pobres e está atraindo igrejas evangélicas com devoção novamente, enquanto difama seu rival esquerdista essencialmente pragmático“. Contudo, o Guardian opina que é improvável que o presidente consiga se reeleger, dada “a inflação de dois dígitos e o alto desemprego” no Brasil. E para atrapalhá-lo, a mídia cita as “107 propriedades“, adquiridas “ao longo de três décadas“, com pagamento de “pelo menos 51 delas em dinheiro“.

Bolsonaro “continua usando uma retórica agressiva e espalhando ódio”, pedindo para que todos comprem “suas armas” e dizendo que isso “está na Bíblia”, conforme “disse aos apoiadores no mês passado”, diz o Guardian, que menciona o “relaxamento das leis” como o motivo para o aumento do “número de armas de fogo em mãos privadas”, acarretando em um quantitativo que “dobrou para 2 milhões”. O jornal relaciona, a este fato, os “assassinatos” de simpatizantes do Partido dos Trabalhadores” e cita os bolsonaristas que “atacaram outros comícios e ameaçaram políticos com armas“.

O editorial do The Guardian diz que, apesar de opositores temerem “não apenas a violência pré-eleitoral, mas também uma tentativa ao estilo Trump de se manter no poder , desafiando o eleitorado“, o provável é que “milhões de seguidores [de Bolsonaro]” constatarão “uma derrota apenas como prova de que foram enganados”. E “diante da perspectiva não apenas de perder, mas potencialmente de prisão”, escrevem os redatores, “o presidente já afirmou que o sistema de votação não é confiável . Ele já havia declarado que seu futuro é apenas prisão, morte ou vitória – e disse aos apoiadores : “O exército está do nosso lado”.

A afirmação é especialmente assustadora, dada a história relativamente recente de ditadura militar no Brasil. Embora poucos aceitem sua afirmação abrangente, há uma preocupação real de que ele possa encontrar apoio significativo nas forças armadas. Uma vitória clara e definitiva de Lula, idealmente no primeiro turno, mas mais provável no segundo turno, é o melhor resultado para a democracia brasileira e para o planeta. Outros países devem deixar claro que não tolerarão qualquer tentativa de Bolsonaro de trapacear, intimidar ou ameaçar seu caminho para um segundo mandato”, pontua o The Guardian.

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2 comentários em “The Guardian: “Vitória definitiva de Lula é o melhor resultado para a democracia e para o planeta””

  1. Pode, sim, ter sido uma “bela ajuda” esse editorial do “The Guardian”, mas a verdade é que as mídias brasileiras são de extrema-direita, que as “elites” é que mandam e que a força bruta “faz-com-que”.
    Que não nos entusiasmemos com “brilhos”, não nos deixemos enganar com “melzinhos” e, principalmente, não baixemos a guarda!
    Abraços, Companheiros!

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