‘The Guardian’ diz que Governo Bolsonaro é mistura de desqualificados, lunáticos e perigosos

02/01/2020 3 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna“Eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”, publicou o The Guardian sobre Filipe Martins, Roberto Alvim, Sérgio Camargo, Dante Mantovani, Bolsonaro e seus filhos, em destaque tremendamente negativo dado pela mídia inglesa ao Governo do Brasil.

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A publicação do TG diz que Bolsonaro e seus filhos, que adoram armas, estiveram envolvidos em vários escândalos no primeiro ano no Governo, com muita matéria jornalística abordando sua excentricidade e ideias extremistas. Os ministros também não ficaram de fora do tradicional jornal, que fala especialmente do ministro das Relações Exteriores e sua insistência de que a mudança climática é uma trama marxista, bem como sobre o ministro da Educação, que gosta de tuitar sobre o hábito de seu cão de defecar nos principais jornais do Brasil.

Diga o que quiser sobre Bolsonaro, é preciso reconhecer seu raro talento de … escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e / ou perigosas para empregos”, destacou o The Guardian sobre matéria do jornalista Mauro Ventura. “Como alguém disse, eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência, ineptidão ou impiedade“, publicou o jornal, que passou a destacar os profissionais da imprensa brasileira e suas reações ao governo.

Por exemplo, The Guardian publicou comentário de Monica de Bolle sobre a natureza “totalmente louca e fundamentalista” de Bolsonaro. “Eles não estão procurando pessoas que tenham conhecimento, mas pessoas que são leais“, disse De Bolle.

Em seguida, o jornal inglês apresentou os 4 subordinados de Bolsonaro que, segundo a mídia, ninguém nunca ouviu falar na vida: O Assessor Especial da Presidência Filipe G. Martins, “31 anos, que quase não possuía experiência em política externa. No entanto, seus laços estreitos com dois dos filhos de Bolsonaro o ajudaram a transformá-lo em um dos homens mais influentes do Brasil e conquistaram um escritório a poucos metros do de Bolsonaro.”

Assim como os filhos de Bolsonaro, Martins é um discípulo do escritor e teórico da conspiração Olavo de Carvalho e se diverte ao criticar esquerdistas, feministas, “globalistas” e jornalistas nas mídias sociais. Ele também é fã de Steve Bannon, apelidado de “Sorocabannon”, devido às suas origens na cidade brasileira de Sorocaba e admiração pelo ex-estrategista de Trump“, escreveu o The Guardian acrescentando que, “como em muitos bolsonaristas, Martins se diverte com as controvérsias e usa frases de efeito “Deus Vult ” e slogans da era do General Franco para alfinetar seus críticos” . O TG também comenta sobre quando a Seleção de Futebol do Brasil perdeu para a Bélgica na Copa de 2018 e Martins “classificou o país europeu de “Babel moderna”. Em seguida, o TG diz que “Martins também gosta de conspiração: no ano passado acusou a CNN e o New York Times de cumplicidade em uma campanha que, segundo ele, promovia pedofilia

The Guardiam também escancarou Roberto Alvim: “um dramaturgo de profissão, Alvim já recebeu um prêmio por uma produção de The Room, de Harold Pinter. Mas antes de ser nomeado secretário de cultura em novembro, o diretor de 46 anos era mais conhecido por insultar a grande dama do teatro brasileiro, a atriz indicada ao Oscar Fernanda Montenegro, como esquerdista “sórdida”. Segundo o TG, “esse ataque enfureceu os brasileiros, mas valeu a ele os afetos de Bolsonaro – e um emprego como chefe de cultura do Brasil.

De acordo com o The Guardian, “Alvim disse que sua nova fé o converteu em um bolonarista incondicional. Em postagens recentes no Facebook, ele criticou os oponentes de seu líder como “baratas”, criticou os “bastardos” do Greenpeace e acusou o mundo artístico “podre” e “demoníaco” do Brasil de demonizar injustamente Bolsonaro.

The Guardian passa a bola da vez para Sergio Camargo, “o homem escolhido para administrar a fundação do governo que promove a cultura negra. O jornal diz que Camargo “pediu que o Dia da Consciência Negra do Brasil fosse descartado e classificou muitas das celebridades e artistas negras mais conhecidas do Brasil como parasitas da raça“.

TG continua sua crítica: “O mais notável é que ele já chamou um dos compositores de samba mais célebres do Brasil, Martinho da Vila, de “um vagabundo que deveria ser enviado para o Congo”. Camargo, que também é negro, encontrou alvos para seus insultos além das fronteiras do Brasil, incluindo a ativista americana de direitos civis Angela Davis, a quem chamou de “mentirosa” e “bruxa”. TG segue dizendo que, “nas redes Camargo se descreve como um “negro de direita” que se opõe à “vitimização e ao politicamente correto”, tendo afirmado que “a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes“.

Ainda sobre Camargo, TG diz que, “após indignação pública e contestação legal, a nomeação de Camargo foi suspensa . Mas Bolsonaro disse esperar que a decisão possa ser anulada, chamando Camargo de uma pessoa “excelente”.

O maestro clássico de extrema direita e o YouTuber presidindo o órgão governamental encarregado de políticas de artes visuais, música e dança alegaram que a União Soviética se infiltrou na CIA para distribuir LSD em Woodstock. “O rock ativa drogas que ativam o sexo, ativando a indústria do aborto”, afirmou Mantovani, observando que John Lennon havia dito que fez um pacto com o diabo.

Mantovani disse que o Metallica era bom para manter os motoristas acordados, mas chamou os grandes brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil e a estrela pop Anitta de “aberrações” por representar o Brasil como um “tipo de bordel”. Tomando posse, ele alegou que o Brasil devia sua cultura a Portugal, que “civilizou” em vez de “colonizou” sua terra natal.

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