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The Guardian diz que “os novos líderes do Brasil terão que lutar muito após a tentativa de golpe insana”

    O jornal inglês lembra que, para governistas, “a tentativa de golpe não acabou” e ainda “está em andamento”, conforme disse uma fonte do Planalto sobre o ‘8 de Janeiro’

    A nova ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, a nova ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, Rosangela ‘Janja’ da Silva, chegam ao Palácio do Planalto para a cerimônia de posse de Guajajara em Brasília, em 11 de janeiro . Fotografia: Sérgio Lima/AFP/Getty Images

    O tradicional jornal inglês The Guardian afirma, em matéria deste domingo (15/1), que “os novos líderes do Brasil terão que lutar muito após a tentativa de golpe ‘insana’, relativa ao ‘8 de Janeiro’, daata em que manifestantes bolsonaristas golpistas se elevaram à categoria de terroristas e invadiram as sedes dos Três Poderes, no Distrito Federal.

    A mídia europeia destaca que o “governo Lula diz ter controle absoluto” da situação e de possíveis extensões dos atos de vandalismo. Apesar da segurança aparente, o jornal também releva uma fala de um governista: “A tentativa de golpe não acabou, está em andamento”, conforme disse uma fonte do chefe do Executivo brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva (PT).

    Nos dias que se seguiram à insurreição – que ocorreu apenas uma semana após a posse do veterano esquerdista como presidente – a escala do suposto complô para derrubar a democracia brasileira ficou clara, diz o TG. “O governo de Lula acusou apoiadores radicais de seu antecessor de extrema-direita, Jair Bolsonaro , de tentar dar um golpe ao invadir a Presidência, o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal), acreditando que o objetivo era estimular o levante das forças de segurança, permitindo que o ex-presidente voltasse dos EUA – onde está desde a posse, em 1º de janeiro – para retomar o poder“.

    O The Guardian sequenciou as notícias no Brasil após a baderna nos Três Poderes:

    “Na quinta-feira (12/1), a Polícia Federal teria encontrado um documento no guarda-roupa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que delineava um plano para Bolsonaro assumir o controle do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e derrubar a eleição de outubro: “A democracia brasileira está inquestionavelmente manchada e em risco”, alertou o comentarista Mauro Paulino à GloboNews.

    Na noite de sexta-feira (13/1), o STF anunciou que Bolsonaro seria investigado como parte do inquérito sobre a suposta tentativa de derrubar o novo governo do país. Seu advogado negou e disse que o ex-presidente é “defensor da democracia”.

    Torres, que era chefe de segurança em Brasília na ocasião ataques, foi preso na manhã de sábado (14/1) depois de voltar dos EUA para o Brasil, onde supostamente estava de férias quando ocorreu a rebelião. O ex-ministro da Justiça, cuja prisão foi decretada por supostos atos de omissão, negou envolvimento, alegando que tinha planos de descartar a minuta pró-golpe, pois ela estava ‘fora de contexto’.

    Celso Amorim disse, lembra o The Guardian, que, “no fundo, acho que temos tantas boas intenções que não acreditávamos que algo assim pudesse acontecer“. Ele disse esperar que o levante tenha sido cortado pela raiz, “mas não posso descartar tentativas, aqui e ali, que precisarão ser evitadas, se possível, e reprimidas, se necessário. Precisamos estar realmente vigilantes. Não podemos simplesmente pensar que foi algo que aconteceu e acabou”.

    Muitos temem que o momento de perigo do Brasil esteja longe de terminar, dado o apoio a Bolsonaro dentro do aparato de segurança, principalmente as forças armadas e a polícia militar. Muitos acreditam que esse apoio explica em parte a falha de segurança que permitiu que os extremistas invadissem a capital do Brasil“, diz o texto no TG, que também lembra que “as pesquisas mostram que uma maioria esmagadora se opõe à turbulência“, mas que “58 milhões de eleitores votaram em Bolsonaro nas eleições de 2022 e muitos deles adotaram alegações infundadas de que a votação foi fraudada a favor de Lula.

    Em sua primeira entrevistas mais extensa, desde que assumiu o cargo, Lula prometeu uma “triagem completa” dos funcionários do Palácio do Planalto ante suspeitas de, junto com militares “bolsonaristas radicais”, ajudaram os insurgentes a invadir o prédio. Na sexta-feira (13/1), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse acreditar que o governo agora tem “controle absoluto” sobre a situação, após efetuar mais de 1.800 prisões: ‘Minha impressão é que a forma como o governo reagiu vai desencorajar qualquer tipo de nova aventura porque as punições serão cada vez mais severas’, disse”.

    Mas os detalhes do tumulto do fim de semana passado dão uma ideia da raiva da direita que tomou conta de partes da sociedade brasileira desde a eleição de Bolsonaro em 2018, e que não vai desaparecer da noite para o dia“, escreve o The Guardian. “Amorim disse que seu escritório saiu relativamente ileso quando centenas de extremistas invadiram o prédio por volta das 15h de domingo, depois de invadir as linhas da polícia. O fotógrafo oficial e assessor de Lula, Ricardo Stuckert, teve menos sorte. Seu escritório foi saqueado. Os manifestantes abriram computadores e roubaram a câmera que Stuckert usou para documentar a campanha de Lula em 2022“.

    “’Eles não deixaram nada’, disse Stuckert, que ficou no palácio até segunda-feira para registrar a destruição em um vídeo viral”, diz o jornal europeu.

    Stuckert relembrou o choque ao chegar com Lula de volta ao Palácio do Planalto saqueado, por volta das 20h de domingo. Sentado ao lado de uma obra-prima do pintor Di Cavalcanti, cortada sete vezes, ele disse: ‘A sensação que tenho é que vamos ter que lutar muito para que nossos filhos e netos possam viver em um país sem violência. Acho que muitas das pessoas que vieram aqui para destruir o palácio nem sabiam o que estavam fazendo com a democracia. É com aqueles que estão por trás de tudo isso que temos que nos preocupar, as pessoas que estão financiando essas pessoas para fazer o que fizeram‘”.

    “Quase uma semana após o motim bolsonarista, começam a surgir detalhes sobre as identidades dos supostos orquestradores. Falando ao jornal Folha de São Paulo, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que parte da ‘turma enfurecida’ vinha da Amazônia e incluía militantes pró-Bolsonaro ligados ao desmatamento ilegal, mineração, grilagem e pesca. A raiva deles foi baseada na frustração de que a era de ‘impunidade garantida’ de Bolsonaro acabou, disse Marina”.

    Vários parlamentares bolsonaristas foram acusados ​​de incitar a violência nas redes sociais. O governador afastado Brasília, Ibaneis Rocha, foi questionado pela polícia federal sobre seu papel na falha de segurança.

    No final da matéria, o jornal britânico passa a focar a nova ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, que “representará os 307 grupos indígenas do Brasil em seu novo cargo. ‘Isso também é um ataque à nossa própria presença no governo’, disse sobre a decisão de Lula de trazer representantes indígenas, negros e mulheres para seu governo, para frustração do movimento predominantemente branco e masculino de Bolsonaro. ‘É um ataque à diversidade, um ataque a uma democracia que se ampliou, nos trazendo para dentro’”.

    Guajajara falou a ministros e lideranças indígenas, incluindo o pajé Yanomami Davi Kopenawa: ‘Estamos aqui hoje, para esta cerimônia de coragem, para mostrar que a destruição do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso não destruirá nossa democracia’, disse ladeada pela ativista negra da favela Anielle Franco, que tomava posse como ministro da Igualdade Racial. ‘Nunca mais permitiremos que nosso país sofra um golpe‘”.

    A platéia aplaudiu enquanto Guajajara falava, mas lá fora, o coração da democracia brasileira foi inundado por carros de bombeiros, cavalaria policial e forças especiais em meio a temores de violência. ‘A tentativa de golpe não acabou’, disse uma fonte do governo. ‘Ainda está muito em andamento‘”, pontuou o The Guardian.

    1 comentário em “The Guardian diz que “os novos líderes do Brasil terão que lutar muito após a tentativa de golpe insana””

    1. Alcione Pereira Lima.

      Daqui pra frente com essa gente GOLPISTA a coisa tem que ser assim:> TOLERÂNCIA ZERO…PORRÊTE DEMOCRÁTICOS e PAPUDA neles (cadêia!!!)… TOLERÂNCIA ZERO!!!… ponto final…

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