Dom Philips estava acompanhado de um indigenista brasileiro, encarregado de proteger as tribos não contatadas do Brasil, que recebem ameaças de madeireiros e garimpeiros
Um porta-voz do The Guardian afirmou nesta segunda-feira (6/6) que o jornal inglês “está muito preocupado e busca urgentemente informações sobre o paradeiro e a condição de [Dom] Phillips“, que é o seu jornalista que foi dado como desaparecido, juntamente com o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira, membro da Unijava e servidor atualmente licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), na viagem que faziam pelo Vale do Javari, no Amazonas.
O assessor do TG disse ainda que a direção do jornal está em contato com a embaixada britânica no Brasil, com autoridades locais e nacionais “para tentar esclarecer os fatos o mais rápido possível“. Além disso, a União Europeia também demonstra profunda preocupação.
Em nota que circulou o mundo, o The Guardian disse que não se preocupa apenas com seu colaborador, mas com todos os que atuam em meios de comunicação, sem citar nominalmente o governo brasileiro:
“Condenamos todos os ataques e a violência contra jornalistas e profissionais da imprensa. Temos a esperança de que Dom e aqueles com quem viajava estejam a salvo e sejam encontados em breve“.
Na semana passada, o jornalista escreveu “Amazônia sua linda” ao lado de um vídeo publicado em sua conta no Instagram, quando navegava de barco em um dos rios da região, disse a RFI.
A ONG Human Rights Watch diz estar extremamente preocupada com a situação e exortou as autoridades brasileiras a mobilizar todos os recursos possíveis nas buscas pelo jornalista e o indigenista.
O jornal inglês afirmou hoje que seu repórter estava viajando com o ex-funcionário do governo brasileiro “encarregado de proteger as tribos não contatadas do Brasil, que há muito tempo recebem ameaças de madeireiros e garimpeiros que procuram invadir terras indígenas“.
“O temor pela segurança do jornalista britânico e do especialista brasileiro aumenta“, escreveu o diário britânico.
