“O juiz da Lava Jato deverá ser cassado como senador, quando deveria ter sido afastado por atos que praticou na magistratura“, diz o colunista da Folha, em ‘A destruição de Sergio Moro – O juiz da Lava Jato encarna o ocaso da operação‘
“Pelo andar da carruagem, Sergio Moro terá seu mandato de senador cassado por abuso de poder econômico. Na caçamba onde cairá sua cabeça já está a do ex-deputado federal Deltan Dallagnol“, escreveu, há pouco tempo, o colunista da ‘Folha de S. Paulo‘, Elio Gaspari.
O jornalista faz um resumo da carreira do ex-juiz da operação que lhe rendeu a fama de “herói“, hoje reconhecida por ele, e talvez pela maioria, como um grande erro, como fica visível em seu texto, ao expor uma série de erros cometidos sob a toga.
Moro “usou prisões preventivas para forçar confissões, liberou grampos com prazo de validade vencido e disse a advogados de réus que eles “atrapalhavam” seu serviço“, lembra Gaspari. “Às vésperas do primeiro turno” da eleição que elegeu Bolsonaro, Moro “liberou a delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula” e, “logo depois do segundo turno aceitou o convite“ do eleito em 2018“e tornou-se seu ministro da Justiça“.
O colunista destaca que foi única e exclusivamente por conta desse “prontuário” que “Moro foi eleito senador, com cerca de 2 milhões de votos“, o que explica as constantes publicações atacando o governo do Presidente da república Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para agradar os eleitores paranaenses que o colocaram em uma cadeira do Congresso Nacional.
“Se ele tiver o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, será feita justiça, mas é o caso de se pensar que tipo de justiça é feita“, escreve o colunista, acrescentando que “as 78 páginas da peça em que o Ministério Público pede a cassação de seu mandato é sólida“.
E “mostra que ele foi beneficiado por recursos financeiros que lhe deram uma indevida “superexposição”. Cada item está devidamente comprovado. No entanto, Sergio Moro elegeu-se pela gigantesca superexposição que teve antes de ser candidato, valendo-se da estrutura e das verbas que a Viúva concedia ao seu juízo“, completa Gaspari.
“Ele, que como juiz manipulou com maestria a imprensa“, revela o colunista. “O juiz da Lava Jato deverá ser cassado como senador, por firulas, quando deveria ter sido afastado por atos que praticou na magistratura“, opina o jornalista.
