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Tesouro Nacional capta US$ 2,75 bilhões no exterior com alta demanda

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    O órgão do Ministério da Fazenda responsável pela gestão das contas públicas realizou a captação no mercado internacional com forte interesse de investidores, marcando a maior demanda em 7 anos – SAIBA MAIS

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    Brasília, 04 de junho de 2025

    O Tesouro Nacional anunciou a captação de US$ 2,75 bilhões no mercado internacional em 4 de junho de 2025, com a maior demanda por títulos brasileiros em sete anos.

    A emissão de títulos com vencimentos em 2030 e 2035 atraiu ordens que somaram cerca de US$ 10 bilhões, superando largamente a oferta, segundo fontes do Valor Econômico.

    A operação envolveu US$ 1,5 bilhão em papéis com vencimento em 2030, negociados a uma taxa de 5,68% ao ano, e US$ 1,25 bilhão em títulos com vencimento em 2035, com taxa de 6,73% ao ano.

    “O objetivo é promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar, servindo de referência para o setor corporativo”, informou o Tesouro Nacional.

    A forte procura reflete a confiança de investidores estrangeiros no Brasil, com 64% das ordens vindas da Europa e América do Norte, e 28% da América Latina, incluindo o próprio Brasil.

    A operação foi liderada pelos bancos BNP Paribas, Citigroup e Santander, consolidando a estratégia do governo de diversificar a base de investidores.

    O spread – diferença entre os juros dos títulos brasileiros e os do Tesouro norte-americano – foi de 2,20 pontos percentuais para os papéis de 10 anos, o menor desde 2020. Isso indica menor percepção de risco em relação à dívida brasileira.

    “A emissão reforça o papel da dívida externa para alongar prazos e atrair investidores”, destacou o Tesouro.

    Essa captação segue o Plano Anual de Financiamento (PAF), que mantém os títulos atrelados ao câmbio entre 3% e 7% do estoque total da dívida pública.

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    Em maio de 2024, o governo ampliou o limite de emissão externa de US$ 75 bilhões para US$ 125 bilhões, visando mais emissões de títulos sustentáveis, segundo Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional.

    A operação ocorre em um momento de melhora no Credit Default Swap (CDS) do Brasil, que caiu 20% em 2025, após preocupações fiscais em dezembro de 2024, conforme apontou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

    A ausência imediata de tarifas globais tem aliviado o mercado, favorecendo a atratividade dos títulos brasileiros.

    Outras empresas, como a Gerdau, também captaram recursos no exterior no mesmo dia, sinalizando um momento favorável para o mercado financeiro brasileiro.

    A estratégia do Tesouro fortalece a referência para empresas privadas captarem no exterior, sem depender diretamente desses recursos.

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