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Corrida de mineradoras é iniciada em Poços de Caldas após descoberta de jazida de terras raras em vulcão extinto

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    Alexandr Wang
    Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, divididos em lantanídeos (lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio e ítrio)| Imagem divulgação


    Depósito mineral no Sul de Minas Gerais pode impulsionar o Brasil na produção de tecnologias verdes e de ponta, mas exige equilíbrio ambiental – saiba quais minerais compõem as terras raras, suas aplicações na indústria e as Regiões no País onde elas se concentram

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    Brasília, 10 de agosto de 2025

    Uma descoberta em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, colocou o Brasil no centro da disputa global por terras raras. A jazida, localizada na cratera de um vulcão extinto, cobre 800 km², alcançando Andradas, Caldas e Águas da Prata (SP).

    Região da cratera do vulcão de Poços de Caldas (MG) Foto Agência Nacional de Mineração (ANM)

    Esses minerais, cruciais para tecnologias de energia limpa e eletrônicos, atraíram mais de 100 pedidos de pesquisa registrados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) nos últimos dois anos.

    Empresas australianas como Meteoric Resources e Viridis planejam iniciar a extração em 2026, com potencial para suprir 20% da demanda mundial.

    A facilidade de extração, devido à proximidade dos minerais à superfície, torna a região um “unicórnio” da mineração, segundo o geólogo Paulo Henrique Silva Lopes, que destaca a formação vulcânica espalhada por Cabo Verde, Muzambinho, Botelhos, Campestre e Caconde (SP). conforme mostra o g1.

    O QUE SÃO TERRAS RARAS

    Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, divididos em lantanídeos (lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio e ítrio).

    Apesar de existirem na crosta terrestre, sua extração costuma ser desafiadora devido à baixa concentração.

    Cada elemento tem usos específicos:

    ➡️lantânio e cério melhoram catalisadores em refinarias de petróleo e conversores catalíticos de veículos;
    ➡️praseodímio e neodímio são essenciais para ímãs potentes em motores de carros elétricos e turbinas eólicas;
    ➡️promécio é usado em baterias nucleares de longa duração;
    ➡️samário integra ímãs de alta resistência em equipamentos aeroespaciais;
    ➡️európio e térbio são aplicados em LEDs e telas fluorescentes;
    ➡️gadolínio é crucial em exames de ressonância magnética;
    ➡️disprósio aumenta a durabilidade de ímãs em altas temperaturas;
    ➡️hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio têm usos em lasers, fibras ópticas e reatores nucleares;
    ➡️escândio fortalece ligas de alumínio para aviação;
    ➡️e ítrio é usado em cerâmicas de alta resistência e supercondutores.

    Essa versatilidade faz das terras raras indispensáveis para a indústria de tecnologia e energia renovável.

    O interesse na jazida também gerou especulação. A RCO Mineração, liderada por Rafael Cruz de Oliveira, mapeia depósitos em Turvolândia, a 40 km da cratera, com base em estudos da Companhia Brasileira de Pesquisa Recursos Minerais, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), visando negociar direitos com grandes mineradoras.

    A Anova, de Cabo Verde, planeja uma planta piloto em Caldas ou Santa Rita de Caldas, atraindo investidores estrangeiros.

    Edgard Jones, sócio da Anova, destaca teores promissores, mas alerta para projetos especulativos sem viabilidade.

    A ANM registrou um terço dos pedidos de pesquisa de terras raras de Minas Gerais entre 2023 e 2024, evidenciando o frenesi na região, que pode rivalizar com a dominância da China no mercado global.

    A extração, porém, levanta preocupações ambientais. Daniel Tygel, da Aliança em Prol da APA da Pedra Branca, questiona os impactos do uso de produtos químicos e da gestão de resíduos nas cavas.

    As prefeituras de Poços de Caldas e Caldas exigem licenciamentos rigorosos e termos de compromisso para proteger o meio ambiente e as comunidades locais.

    Com o Brasil podendo liderar a produção de terras raras, a exploração sustentável será essencial para conciliar o potencial econômico com a preservação ambiental, garantindo que a riqueza mineral beneficie a região sem comprometer seu futuro.

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) esclarece que o país possui um significativo potencial para a produção de terras raras e minerais estratégicos, essenciais para tecnologias verdes e indústrias de alta tecnologia.

    O SGB destaca que estudos recentes apontam para a existência de depósitos em diversas regiões, como Amazonas, Goiás e Minas Gerais, reforçando a importância de investimentos em pesquisa e exploração para consolidar o Brasil como um player global nesse mercado.

    Além disso, o SGB ressalta a necessidade de políticas públicas e parcerias com o setor privado para desenvolver a cadeia produtiva desses minerais, garantindo sustentabilidade e benefícios econômicos para o país.

    O órgão também enfatiza a importância de equilibrar a exploração com a preservação ambiental, assegurando que a atividade mineral seja realizada de forma responsável e alinhada às demandas globais por recursos estratégicos.



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    1 comentário em “Corrida de mineradoras é iniciada em Poços de Caldas após descoberta de jazida de terras raras em vulcão extinto”

    1. Mais uma vez, a notícia é ótima, porém de nada adianta termos essas jazidas se não temos como utilizar, falta, como sempre investimentos tecnológicos para beneficiar tais terras raras.
      Pois via de regra, estamos a merecer de outras questões tecnológicas que não temos e passamos o bruto para ser beneficiados por outros países e ficamos, como o ferro aqui muito produzido e que mais de 50% retorna para aqui a um preços isorbitante depois de se benificiar nossa rica matéria prima, um absurdo tudo quanto.

    Os comentários estão fechados.

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