📷 Auroras na cor magenta são flagradas nos céus sobre o Norte da Califórnia, EUA, durante tempestade solar em curso / Imagem @CodyMayer22/X
| Califórnia (US)
04 de julho de 2026
Uma tempestade geomagnética de intensidade G3, classificada como “forte” pela escala da NOAA, atingiu a Terra neste sábado (4/jul) com mais força do que o previsto inicialmente.
O fenômeno, resultado de uma ejeção de massa coronal (CME) que chegou ao campo magnético terrestre, está sendo monitorado de perto pelo NOAA Space Weather Prediction Center (SWPC) e por agências espaciais ao redor do mundo.
A tempestade solar, que deve se estender até o domingo (5/jul), tem potencial para causar flutuações em redes elétricas, interferências em sinais de rádio de alta frequência e irregularidades em satélites em órbita.
O SWPC emitiu alertas para operadores de infraestrutura crítica, recomendando medidas de precaução para proteger equipamentos sensíveis.
O diretor do SWPC, Clinton Wallace, afirmou que “a intensidade da tempestade superou as previsões iniciais, e estamos monitorando continuamente os dados dos satélites para atualizar os alertas conforme necessário”.
A previsão inicial era de uma tempestade de nível G2 (moderada), mas a chegada da CME à Terra ocorreu com maior potência.
Aurora boreal em locais incomuns
Um dos efeitos mais notáveis e visualmente impactantes da tempestade solar é a possibilidade de auroras boreais serem vistas em regiões de latitude mais baixa do que o habitual.
O SWPC informou que a aurora pode ser visível em partes do norte dos Estados Unidos, como os estados de Michigan, Nova York, Maine e Califórnia, além de regiões do norte da Europa.
Imagens nas redes sociais mostram cores modificando os céus nestes locais.
Aurora no profundo sul durante a tempestade G3 de 4 de julho de 2026 / Crédito: @JAtanackov/X
Woods Heights – Cidade no Missouri / Crédito: @TerriBruntmyer/X
Condado de Santa Fe, Novo México, tem auroras na latitude +36N / Crédito: @Jelwoodv/X
Aurora Conroe Texas registrada às 01:12 am de 4.7.2026 / Crédito: @ClassicPlayz_/X
Oregon – Estado dos EUA – na madrugada de 4.7.2026 / Crédito: @spacewxphotoguy/X
Alberta, Canadá \4.7.2026/ Crédito: @treetanner/X
A NASA também acompanha o evento de perto. O Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da agência espacial americana registrou a atividade solar que deu origem à tempestade, capturando imagens detalhadas da explosão solar que ocorreu na superfície do Sol na quinta-feira (2/jul).
A previsão é de que novas explosões solares possam ocorrer nos próximos dias, mantendo a atividade geomagnética em níveis elevados.
Impactos em satélites e comunicações
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), partículas energéticas provenientes da tempestade solar podem causar “cargas eletrostáticas em satélites, levando a possíveis anomalias operacionais”.
A ESA e a NASA estão em comunicação constante com operadores de satélites para minimizar os riscos de danos e interrupções de serviços.
A tempestade também pode afetar a precisão de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e causar apagões de rádio em comunicações de alta frequência, especialmente em regiões polares.
Operadores de aviação e navegação marítima foram notificados sobre os possíveis distúrbios.
O que esperar nos próximos dias
O SWPC prevê que a tempestade geomagnética continue ativa até domingo (5/jul), com possibilidade de atingir o nível G4 (severo) caso novas CMEs atinjam a Terra.
A agência recomenda que a população acompanhe os canais oficiais para atualizações e que evite, se possível, viagens para regiões polares nos próximos dias.
Apesar dos alertas, os especialistas tranquilizam a população. “Tempestades solares de nível G3 são comuns durante o pico do ciclo solar, e a infraestrutura moderna está preparada para lidar com esses eventos”, afirmou Dr. Bill Murtagh, cientista do SWPC.
A maior preocupação, segundo ele, é com sistemas mais antigos e satélites que não foram projetados para suportar atividades geomagnéticas intensas.
O NOAA Space Weather Prediction Center informou que a tempestade geomagnética atinge seu pico por volta das 14h (horário de Brasília) e está em declínio gradual.
No entanto, novas ejeções de massa coronal estão sendo monitoradas, e a atividade pode se intensificar novamente nas próximas horas.
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