De acordo com o ex-presidente que assumiu a cadeira de Dilma Rousseff, uma vitória de Trump não muda situação da inelegibilidade de Bolsonaro
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
“A relação que haverá não será Lula com Trump. É o presidente da República Federativa do Brasil com o presidente dos Estados Unidos, uma relação institucional“, afirmou o ex-presidente Michel Temer (MDB), em entrevista à Folha de S. Paulo. “A pergunta que ouço é: isso vai prejudicar a relação com o Brasil? Não prejudica coisa nenhuma”, completou.
“Basta que o governo brasileiro tenha previdência, e o presidente Lula já mandou cumprimentar o Trump. Não se deve alimentar nem um lado nem outro, como aquilo que o Lula disse antes da eleição, que preferia a Kamala, acho que não vale a pena“, prosseguiu.
“Não é a eleição dele que vai definir agora [impactos das políticas propostas por Trump para a economia]. Pode haver impactos caso haja uma redução de importações e, ainda assim, no plano institucional, de Estado para Estado“, afirmou Temer.
O ex-presidente que assumiu a cadeira da presidenta Dilma Rousseff (PT) após o Golpe 2016 disse na entrevista que Bolsonaro continuará inelegível e que o fato de Trump ter dado a volta por cima após investigações nos EUA e ser eleito presidente do país “pode eventualmente ser usado como argumento [para os bolsonaristas], mas não no campo jurisdicional. Se ele se tornar elegível, será por uma eventual disposição do Judiciário“.
“Efetivamente, para você cuidar dessa questão da inelegibilidade, tem que contar com o Poder Judiciário. Eleito Trump nos EUA, isso vai influenciar o Judiciário daqui? Eu não acredito. Você veja o que o Alexandre [de Moraes, ministro do STF] fez no caso do Elon Musk [empresário dono do X]. Por mais pressões variadas que existissem, a posição dele foi firme“, afirmou Temer.
Perguntado pelo entrevistador se faria novamente o “papel de ponte entre Bolsonaro e o STF, Temer disse que “agora“, não vai “entrar” e acrescentou: “A não ser que me peçam para opinar, e isso não ocorreu“.
“Eu acho que o Judiciário fez muito bem de apenar aquelas pessoas que tentaram, não sei se golpe de Estado ou não, mas que violaram os Poderes de Estado, porque invadiram fisicamente as sedes. O Supremo não tinha outra solução“, disse Temer.
“O que pode ocorrer é, por medida judicial, num dado momento, o Judiciário dar uma solução redutora da pena, por exemplo. Mas eu aplaudo a decisão do Supremo e, no particular, do Alexandre“, afirmou.
O entrevistador quis saber sobre “rumores de uma chapa Bolsonaro-Temer” e o ex-presidente emedebista disse que “aquilo é uma brincadeira, só pode ser. Achei esquisitíssimo“. E ao ouvir que Bolsonaro teria afirmado que não descartaria essa hipótese, Temer respondeu: “Se ele disse isso, então ele foi delicado. Se ele falasse que descarta, poderiam achar que sou eu que estou querendo“.
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
