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Técnico de enfermagem confessa assassinatos em UTI no DF: injeções letais chocam investigadores

    Em episódio hediondo, homem aplicou desinfetante hospitalar em ao menos 13 seringas na veia de uma paciente, após falhas iniciais com o medicamento; trio preso revela esquema macabro de mortes induzidas em hospital particular de Brasília, com motivos ainda sob sigilo policial

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    O técnico
    O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo é investigado como líder do grupo que assassinava pacientes / Imagem reprodução via Metrópoles
    RESUMO

    Técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, confessou assassinar três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), com injeções de medicamentos e desinfetante. Preso com Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, na Operação Anúbis da PCDF. Vítimas: Miranilde Pereira da Silva (75), João Clemente Pereira (63) e Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33). Motivos sob investigação; outros 20 óbitos analisados. Hospital denunciou irregularidades.


    Brasília (DF) · 20 de janeiro de 2026

    O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, confessou nesta terça-feira, 20/jan, ser o executor de ao menos três homicídios na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

    Apontado como líder de um grupo que manipulava medicamentos para induzir paradas cardiorrespiratórias em pacientes vulneráveis, o suspeito agia com frieza calculada, segundo apurações da Polícia Civil do DF (PCDF).

    A confissão veio após confronto com imagens de câmeras de segurança, durante interrogatório na Coordenação de Repressão a Homicídios.

    As prisões ocorreram em 11/jan, como parte da Operação Anúbis, deflagrada pela PCDF. Além de Araújo, foram detidas as técnicas Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, acusadas de coautoria e omissão em pelo menos dois dos crimes.

    Imagem de uma mulher sorrindo e posando para uma selfie.

    Os atos criminosos datam de novembro e dezembro de 2025, com injeções de altas doses de noradrenalina – um vasoconstritor usado como veneno – diretamente nas veias das vítimas.

    Em um episódio particularmente hediondo, Araújo aplicou desinfetante hospitalar em ao menos 13 seringas na veia de uma paciente, após falhas iniciais com o medicamento.

    As vítimas identificadas incluem a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga, que sofreu seis paradas cardíacas antes do óbito em 01/dez/2025; o servidor da Caesb João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I, falecido em 17/nov/2025; e o funcionário dos Correios Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia, também morto em 17/nov/2025.

    Todos ocupavam leitos próximos na UTI, sem histórico de complicações cardíacas que justificassem as pioras súbitas.

    A investigação aponta que Araújo acessava o sistema hospitalar com senhas de médicos para prescrever irregularmente as substâncias, manipulando-as no local e descartando seringas em lixo comum, violando protocolos.

    O delegado Wisllei Salomão, da PCDF, detalhou o modus operandi: “Ele manipulava o medicamento, guardava no jaleco, injetava na veia e monitorava os aparelhos para confirmar a parada cardíaca em 10 a 15 segundos. Após, realizava massagem cardíaca para simular socorro“.

    A filha de João Clemente, a dentista Valéria Leal Pereira, expressou incredulidade: “A gente confia que profissionais da saúde vão cuidar. Saber que foi assim deixa tudo mais difícil“, disse ao g1.

    O Hospital Anchieta iniciou apuração interna ao detectar irregularidades em atestados de óbito, demitindo o trio em dezembro de 2025 e requisitando inquérito policial. Em nota, a instituição afirmou: “Solidarizamo-nos com as famílias e colaboramos irrestritamente com as autoridades, reafirmando compromisso com a segurança dos pacientes“.

    O Metrópoles destaca que Araújo, com cinco anos de experiência, já atuava em UTI pediátrica de outro hospital particular em Taguatinga no momento da prisão.

    A motivação permanece enigmática, com hipóteses de distúrbios psicológicos ou ganhos financeiros descartadas inicialmente.

    A PCDF examina outros 20 óbitos suspeitos no Hospital Anchieta e em unidades anteriores onde os acusados trabalharam.

    O Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF) acompanha o caso e promete sanções éticas.

    A segunda fase da operação, em 15/jan, apreendeu eletrônicos em Ceilândia e Samambaia, ampliando o escopo investigativo.

    Nesta terça-feira, 20/jan, o g1 reportou que Marcela Camilly Alves da Silva expressou arrependimento por não intervir, adicionando camadas à dinâmica do grupo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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