Ministro desmistifica fake news e esclarece que cobrança sobre encomendas internacionais foi iniciativa de governadores e parlamentares, essencial para a igualdade de tratamento fiscal e concorrência leal
Brasília, 27 de setembro de 2025
Abordando o tema da taxação de importações de marketplaces (a chamada “taxa da blusinha”), Fernando Haddad buscou desfazer o que chamou de “fake news” sobre a origem da medida.
Durante o trecho sobre este tema, no programa de quase três horas no podcast 3irmãos, o Ministro da Fazenda afirmou que a mobilização inicial para buscar “isonomia de tratamento” partiu do varejo brasileiro, citando grandes nomes como Luiza Trajano e o “velho da Havan”.
A concorrência era desleal, pois as encomendas internacionais entravam sem pagar “nenhum centavo de imposto”. O primeiro movimento partiu dos governadores (de “todos os partidos”), que instituíram a cobrança do ICMS, um imposto estadual.
Em seguida, o Congresso Nacional atuou para adicionar o imposto federal, buscando igualar a tributação para todos.
Haddad foi categórico ao afirmar que o Congresso votou a favor do imposto mínimo “por unanimidade”, englobando “todos os partidos políticos do PT ao PL”.
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Ele ressaltou que o presidente Lula inicialmente se opôs à inclusão da taxa federal.
O Ministro justificou a ação como uma resposta à situação difícil do varejo, que estava vendo “as feiras do Nordeste as lojas de periferia fechar”.
Ele reconheceu que a medida pode ser revista, mas defendeu o princípio de que “algum equilíbrio” deve ser encontrado.
O Ministro lembrou ainda que países como os Estados Unidos e na Europa também tiveram que tomar providências semelhantes, dadas as milhões de encomendas anuais.
O debate sobre a taxação de encomendas de até US$ 50 continua intenso, com o Congresso Nacional e o Ministério da Fazenda avaliando diferentes modelos para aumentar a arrecadação federal, mantendo a competitividade e a proteção do varejo nacional.







