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Taxação de super-ricos tem apoio de 70% dos brasileiros, diz Ipsos às vésperas de reunião de sherpas

    Encontros ministeriais do G20 no Brasil, realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, têm marcado o esforço conjunto das principais economias do mundo para abordar questões urgentes que afetam as populações do Planeta / Divulgação G20/Brasil

    Divulgação ocorre enquanto o Governo Lula concretiza iniciativa do Brasil de criar um espaço de participação da sociedade civil nos debates de blocos das maiores economias do planeta, para avançar, na taxação, em uma forma de lidar com as desigualdades no mundo

    Sete em cada dez brasileiros apoiam a ideia de impor uma taxa sobre grandes fortunas, revela pesquisa da Ipsos encomendada por Earth4All e Global Commons Alliance, conforme mostrou Jamil Chade, do UOL, neste domingo (23/6). Segundo o jornalista, a divulgação dos dados coincidem com a preparação do G20.

    Em julho, no Rio de Janeiro, de forma inédita, a presidência brasileira do fórum vai garantir que organizações do G20 Social sejam ouvidas pelos sherpas (representantes de chefes de Estado) do G20.

    A ação, segundo o Governo Lula, concretiza iniciativa do Brasil de criar um espaço de participação da sociedade civil nos debates entre as maiores economias do mundo. O Brasil quer avançar na imposição de um maior imposto sobre grandes fortunas como forma de lidar com as desigualdades no mundo.

    De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados nos países do G20 apoia impostos mais altos sobre grandes fortunas, pessoas ricas e grandes empresas para financiar mudanças na economia e no estilo de vida. No Brasil, o apoio a impostos sobre grandes fortunas está acima da média mundial, com 70% de apoio.

    Além disso, a pesquisa revelou que 53% dos entrevistados no Brasil defendem a ideia de uma renda básica universal, enquanto na Índia essa taxa de apoio é de 71%. Existem variações regionais significativas, com maior apoio na Indonésia, Turquia, Reino Unido e Índia, e menor apoio na Arábia Saudita e Argentina. Nos Estados Unidos, França e Alemanha, cerca de dois em cada três entrevistados apoiam um imposto sobre a fortuna para pessoas ricas.

    A pesquisa concluiu que a maioria das pessoas está disposta a mudanças importantes na estrutura da economia e organização política. Há amplo apoio ao uso de receitas fiscais para financiar propostas de políticas para mudanças na economia e estilos de vida. As áreas com forte apoio incluem energia verde, assistência médica universal e fortalecimento dos direitos dos trabalhadores. Mesmo propostas menos populares, como renda básica universal e investimento em assembleias de cidadãos, atraem apoio significativo.

    A pesquisa indica que é necessário tomar medidas importantes para combater as mudanças climáticas e proteger a natureza, enquanto muitos também desejam reformas política e econômica. Os resultados da pesquisa sugerem um mandato claro das pessoas nos países do G20 pesquisados: redistribuir a riqueza para criar democracias mais fortes e impulsionar uma transformação justa para um planeta mais estável.

    O estudo revelou que a maioria das pessoas dos 18 países do G20 pesquisados acredita na necessidade de tomar medidas para reduzir as emissões de carbono na próxima década, e há apoio para impostos mais altos sobre o carbono, tributação progressiva mais alta sobre a renda e taxas de impostos mais altas para grandes empresas. Além disso, há apoio a reformas políticas e econômicas, com a maioria concordando que a economia deve priorizar a saúde e o bem-estar das pessoas e da natureza.

    A diretora executiva da Global Commons Alliance ressalta a necessidade de ação imediata para enfrentar a crise planetária, mudanças climáticas e proteção da natureza, destacando que 71% dos cidadãos dos países do G20 pesquisados apoiam essa ação.

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