Brasil alcança estabilidade regional no emprego formal, com informalidade persistente em 37,8% e disparidades de gênero e raça que demandam políticas focadas para o equilíbrio econômico sustentável
Brasília, 14 de novembro de 2025
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (14/nov) os resultados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Trimestral, revelando que a taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6% no terceiro trimestre de 2025.
Esse índice representa o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, sinalizando um mercado de trabalho mais resiliente, embora com nuances regionais que expõem desigualdades persistentes.
O recuo nacional, embora marginal em relação ao segundo trimestre (de 5,8% para 5,6%), foi impulsionado por um aumento sutil na ocupação, que totalizou 102,4 milhões de pessoas – um recorde.
No entanto, o avanço se concentrou em apenas duas das 27 unidades da federação, onde a desocupação caiu de forma estatisticamente significativa.
Essa seletividade contrasta com trimestres anteriores, quando mais estados registravam melhoras amplas.
As maiores taxas permaneceram no Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%), enquanto as menores foram observadas no Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%).
Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa no IBGE, “a taxa de desocupação diminuiu devido a um aumento marginal, não significativo, da ocupação e esse aumento promoveu a diminuição do tempo de procura”.
Essa explicação alinha-se com a redução de 17,8% no contingente de desocupados com mais de dois anos de busca por emprego, em comparação ao terceiro trimestre de 2024, conforme detalhado na nota técnica da pesquisa.
A informalidade, por sua vez, estabilizou-se em 37,8% da população ocupada, com picos no Maranhão (57,0%), Pará (56,5%) e Piauí (52,7%), refletindo desafios estruturais em regiões dependentes de economias informais.
Disparidades sociais agravam o quadro: a taxa para mulheres chegou a 6,9%, contra 4,5% para homens, enquanto pretos (6,9%) e pardos (6,3%) enfrentam índices acima da média nacional, superando os brancos (4,4%).

Pessoas com ensino médio incompleto registraram 9,8% de desocupação, em contraste com 3,0% para quem concluiu o superior.
Esses padrões resaltam a necessidade de investimentos em qualificação e equidade para sustentar o crescimento.
Para contextualizar, o terceiro trimestre de 2025 marca a terceira vez consecutiva que o índice nacional se mantém em 5,6%, um feito inédito desde 2012.
Em comparação, no mesmo período de 2024, a taxa era de 6,4%, com recuos em sete estados.
Essa desaceleração no número de unidades beneficiadas – de 18 no segundo trimestre de 2025 para apenas duas agora – sugere uma maturação do ciclo de recuperação, possivelmente influenciada pela sazonalidade de fim de ano e pela reponderação da série histórica com base no Censo de 2022.
Olhando para trás, o histórico revela uma trajetória de superação gradual. Em 2023, a média anual de desocupação fechou em 7,8%, o menor nível desde 2014, com quedas em 26 dos 27 estados, impulsionadas por uma redução de 17,6% no contingente de desocupados (de 10,3 milhões para 8,5 milhões).
No quarto trimestre de 2023, o recuo se limitou a dois estados, ecoando o padrão atual de 2025 e destacando a volatilidade trimestral em meio a uma tendência anual positiva.
Já em 2024, o ano consolidou avanços, com taxa média de 6,6% – recuo de 1,2 ponto percentual ante 2023 – e o menor índice histórico em 14 unidades da federação, incluindo Mato Grosso e Santa Catarina.
Esses dados explicam o contexto: o Brasil evoluiu de picos pandêmicos (acima de 14% em 2020) para um equilíbrio frágil, onde ganhos nacionais mascaram bolsões regionais de vulnerabilidade.
A renda média real habitual subiu para R$ 3.507, alta de 4% ante o terceiro trimestre de 2024, com recorde de 39,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Setores como agricultura (+3,4%) e comércio impulsionaram o emprego formal, mas a estabilidade em serviços domésticos (-3,3%) indica migração para oportunidades mais qualificadas.
Especialistas como Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, enfatizam em análises do Forbes Brasil que “o nível da ocupação em patamares elevados nos últimos meses indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025”.
No entanto, com o quarto trimestre se aproximando – tradicionalmente marcado por contratações sazonais –, o risco de um “pico” no indicador persiste, como alerta o economista André Valério do Banco Inter.
Políticas públicas, como as do Ministério do Trabalho e Emprego, devem priorizar o Nordeste e o Norte para evitar retrocessos.
Em resumo, os 5,6% de desocupação no terceiro trimestre de 2025 não são apenas um número: representam o ápice de uma década de reformas e resiliência, mas também um alerta para desigualdades que, se ignoradas, podem frear o ímpeto econômico.
Com o PIB projetado em 3,5% para o ano, conforme o Ipea, o foco agora é transformar estabilidade em inclusão ampla.
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