Aumentos atingem máximas históricas e impacta consumidores americanos, com oferta reduzida e projeções de órgão oficial indicando escassez no país até 2026
Washington D.C., 20 de agosto de 2025
Os aumentos recordes dos preços da carne bovina nos Estados Unidos são consistentes. Dados recentes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e o Bureau of Labor Statistics (BLS) mostram que os preços da carne moída atingiram US$ 6,34 por libra (equivalente a cerca de R$ 76 por quilo) e os bifes crus alcançaram US$ 11,88 por libra (aproximadamente R$ 143 por quilo) em julho, confirmando máximas históricas.
Esses valores representam aumentos de 15,3% para a carne moída e 9% para bifes em apenas seis meses, conforme relatado pelo BLS. O USDA também projeta que a produção de carne bovina cairá para 31,1 bilhões de libras até agosto de 2026, o menor nível desde 2019.
A disparada nos preços é impulsionada por uma combinação de fatores. A imposição de tarifas de 50% sobre as importações de carne bovina, especialmente do Brasil, pelo governo do presidente Donald Trump, reduziu significativamente a oferta externa.
O Brasil, que representava 27% das importações de carne bovina dos EUA em 2025, enfrenta agora uma alíquota total de 76,4%, inviabilizando grande parte das exportações, segundo analistas da CNN Brasil e g1.
Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, destacou que países como Austrália não têm capacidade para suprir a lacuna deixada pelo Brasil, intensificando a disputa por cortes magros essenciais para hambúrgueres.
Além disso, a oferta doméstica nos EUA está em crise. O rebanho bovino americano caiu para 94,2 milhões de cabeças em 2025, o menor nível em décadas, devido a secas prolongadas no Meio-Oeste que reduziram pastagens e elevaram custos de alimentação.
Pecuaristas abateram fêmeas reprodutoras para cortar gastos, comprometendo a recomposição do rebanho, conforme relatado pelo Mixvale.
A suspensão de importações de gado do México, devido à praga bicheira do Novo Mundo, agravou ainda mais a escassez.
O impacto já é sentido pelos consumidores e pela indústria. Redes de fast-food, como relatado pelo Wall Street Journal, estão recorrendo a cortes nobres de gado americano, como o round primal, para produzir carne moída, o que eleva os custos de hambúrgueres e churrascos.
Especialistas consultados pela NBC News e Newsweek estimam que a recomposição do rebanho pode levar de dois a quatro anos, mantendo os preços elevados até pelo menos 2026.
A Associação Nacional de Pecuaristas dos EUA, em entrevista à CNN , aplaudiu as tarifas, mas expressou preocupações infundadas sobre a segurança da carne brasileira, citando casos atípicos de doença da vaca louca.
O Ministério da Agricultura do Brasil rebateu, afirmando que o país nunca registrou casos clássicos da doença, mantendo seu status na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Curiosamente, as tarifas podem ter um efeito colateral no Brasil. O excedente de carne que não for exportado para os EUA pode baratear os preços no mercado interno brasileiro, embora analistas alertem que a tendência de alta global pode limitar esse impacto.
A situação é agravada pela alta demanda sazonal durante a temporada de churrascos nos EUA, conforme apontado pelo economista Glynn Tonsor, da Universidade Estadual do Kansas, em entrevista ao g1.
Apesar dos preços recordes, os consumidores americanos não migraram significativamente para alternativas como frango ou porco, mantendo a pressão sobre a carne bovina.








Tem que deixar sem carne mesmo, pra os americanos saberem votar, e Trump aprender que o sol não gira ao seu redor.
Os Estadunidensses viram. nosso sufoco com as atitudes de um presidente golpista, os Hermanos da Argentina também viram, e assim mesmo botaram essas cobras para governar seus países.
AGORA aguenta.
Tivemos nossa cota com 700mil pessoas mortas na Covid 19, pela negação das vacinas por Bolsonaro.
Tivemos uma tentativa de golpe, por Bolsonra.
Mais Bolsonaro esta sendo preso pelos seus atos ant democraticos e contra o povo.
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