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Tarifas de Trump: estudo revela risco de pobreza para 875 mil americanos e inflação

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    Sobreposição de imagens: O Presidente dos EUA, Donald Trump / Imagem reprodução | Moradores de rua dormem nas calçadas de San Franciscom na Califórnia (EUA) / Foto: Mason Trinca/Washington Post


    Novas análises econômicas alertam para o custo humano das barreiras comerciais, com aumento de preços e perda de empregos



    Brasília, 13 de setembro de 2025

    Um estudo do centro de pesquisa Tax Foundation projetou que a proposta de imposição de tarifas massivas sobre todas as importações dos Estados Unidos, defendida pelo ex-presidente Donald Trump, poderia levar até 875 mil cidadãos americanos à pobreza.

    A análise, que modela os efeitos de um imposto universal de 10% sobre produtos estrangeiros, indica que a medida teria um efeito recessivo, reduzindo o Produto Interno Bruto (PIB) americano em mais de 1% e eliminando mais de 700 mil empregos em tempo integral.

    A principal causa desse impacto, segundo os economistas, é o aumento de preços para o consumidor final.

    As tarifas funcionam como um imposto sobre importações, encarecendo uma vasta gama de produtos, de componentes eletrônicos e roupas a alimentos e matérias-primas.

    Esse custo adicional é repassado às famílias, corroendo o poder de compra e forçando ajustes nos orçamentos domésticos, especialmente para as de menor renda.

    “Uma política tarifária ampla é altamente regressiva, significando que ela onera mais as famílias de baixa renda do que as de alta renda”, explicou um analista da Tax Foundation

    “Isso se deve porque essas famílias gastam uma parcela maior de sua renda em bens de consumo, que seriam diretamente impactados pelos novos impostos”.

    A análise da Tax Foundation corrobora com alertas semelhantes de outras instituições, como o Peterson Institute for International Economics (PIIE).

    Especialistas do PIIE argumentam que as tarifas não protegem eficazmente a economia, mas sim desencadeiam retaliações de outros países, prejudicando as exportações americanas e setores que dependem de cadeias globais de suprimentos.

    A discussão sobre política comercial ganhou destaque na campanha eleitoral para a Casa Branca.

    Enquanto a administração Biden manteve várias das tarifas da era Trump visando a China, focando em setores específicos, a proposta do candidato republicano é considerada mais abrangente e agressiva.

    A campanha de Trump defende a medida como crucial para trazer empregos industriais de volta ao território americano e reduzir o déficit comercial.

    No entanto, a contrapartida econômica, conforme os estudos, seria um choque inflacionário.

    O aumento generalizado de custos para empresas e consumidores poderia forçar o Federal Reserve a manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, criando um ambiente econômico ainda mais desafiador para o crescimento e o bem-estar das famílias americanas..



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