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Senador dos EUA rotula Bolsonaro como “o amigo desacreditado do presidente Trump”

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    O senador

    RESUMO: O senador americano Tim Kaine criticou duramente o anúncio do presidente Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, acusando-o de abusar do poder executivo para proteger seu aliado político, Jair Bolsonaro, alvo de investigações no Brasil. Kaine alertou que a medida pode desencadear uma guerra comercial, aumentar preços para consumidores americanos e violar leis internacionais, enquanto analistas destacam os riscos econômicos e políticos da escalada entre os dois países.

    FOTO: Kaine discursa no Capitólio |13.2.2020| Foto: Mandel Ngan/AFP/Getty Images | No detalhe, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na ocasião da visita do então presidente brasileiro ao republicano | Foto de Alan Santos


    Nos país do Tio Sam, ex-presidente brasileiro é visto com desonra e motiva polêmica sobre tarifas usadas sem prudência por um chefe de Estado irresponsável



    Brasília, 13 de julho de 2025

    Na quinta-feira (10/jul), o senador dos Estados Unidos da América, Tim Kaine, principal democrata no Subcomitê de Relações Exteriores do Senado para o Hemisfério Ocidental, divulgou uma declaração após o presidente de seu país, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos do Brasil em resposta às medidas do STF (Supremo Tribunal Federal) para responsabilizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

    A decisão de Trump, detalhada em uma carta ao Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cita a perseguição a Bolsonaro e alegações de censura a plataformas de mídia social americanas como justificativas para as tarifas, além de afirmar, incorretamente, que os EUA têm um déficit comercial com o Brasil. Dados do Escritório do Representante Comercial dos EUA mostram, na verdade, um superávit comercial de bens de US$ 7,4 bilhões com o Brasil em 2024.

    Kaine, em sua crítica, destacou que as tarifas representam um “abuso de poder” e prometeu “usar todos os meios disponíveis para bloquear essas tarifas que destroem empregos”. Ele argumentou que a medida pode desencadear uma guerra comercial, aumentando preços para consumidores americanos e prejudicando empresas.

    A proposta de Trump já enfrenta desafios legais, pois utiliza a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que permite ao presidente impor tarifas em casos de “ameaças extraordinárias” à segurança nacional. Críticos, incluindo Kaine e o senador Ron Wyden, do Oregon, afirmam que Trump está extrapolando a autoridade concedida pela IEEPA, especialmente ao vincular as tarifas a questões políticas domésticas de outro país.

    Em maio de 2025, o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA decidiu que o uso da IEEPA por Trump para impor tarifas “recíprocas” era ilegal, embora a decisão esteja suspensa enquanto tramita na Corte de Apelações do Circuito Federal.

    Leia a declaração de Tim Kaine, publicada em sua página oficial:

    “A última coisa que os americanos querem é outra guerra comercial que aumentará preços e causará incerteza para os negócios — e para quê? Para punir o Brasil por tomar medidas para responsabilizar o amigo desacreditado do presidente Trump por tentar derrubar seu governo?

    Trump é tão sensível sobre sua própria tentativa de golpe em 6 de janeiro que está disposto a colular queixas políticas absurdas e seus próprios interesses acima do que é melhor para nossa economia.

    Como vários tribunais já decidiram, a maioria das tarifas de Trump é ilegal e um abuso de autoridade executiva. Usar tarifas para interferir em processos judiciais estrangeiros leva o abuso de poder a um nível totalmente novo”.

    Usarei todos os meios disponíveis para bloquear essas tarifas que destroem empregos, que não passam de um imposto sobre os consumidores americanos.”

    Reações nos EUA

    A imprensa americana cobriu amplamente a controvérsia, destacando tanto a natureza política das tarifas quanto a crítica de Kaine. A CNBC, em um artigo publicado na mesma data, relatou a crítica de Kaine, destacando sua frase de que a tarifa ao Brasil “leva o abuso de poder a um novo nível”. O texto também menciona a preocupação de que as tarifas possam minar a credibilidade do governo Trump em sua agenda comercial agressiva. O NBC Boston reproduziu a mesma citação de Kaine, enfatizando sua promessa de combater as tarifas e a acusação de que Trump está sacrificando a economia para interesses pessoais.

    Contexto

    A tarifa de 50% ao Brasil é a mais alta já proposta por Trump contra um grande parceiro comercial, superando as tarifas de 10% a 40% anunciadas para outros países. A medida gerou uma resposta imediata do presidente Lula, que prometeu retaliar com tarifas equivalentes sobre bens americanos, sinalizando o início de uma potencial guerra comercial. A disputa reflete não apenas tensões econômicas, mas também a relação pessoal de Trump com Bolsonaro, a quem ele descreveu como um “líder altamente respeitado” em sua carta.

    Analistas, como o professor de direito Ilya Somin, que representa demandantes em um caso contra as tarifas de Trump, sugeriram que a ação contra o Brasil reforça a percepção de que o presidente está usando seu poder de maneira “indefensável”, especialmente ao misturar questões comerciais com disputas políticas internacionais.

    Impacto futuro

    As tarifas, se implementadas, podem aumentar os preços de bens importados do Brasil, como combustíveis, máquinas, metais e aeronaves, que totalizaram US$ 42 bilhões em 2024. Kaine alertou que os custos serão repassados aos consumidores americanos, exacerbando a inflação e prejudicando a economia. Ele também expressou preocupação com o impacto nas relações com aliados, já que tarifas semelhantes contra países como Canadá e México já provocaram retaliações.

    Uma crescente resistência no Congresso dos EUA às políticas comerciais de Trump tem sido vista em todo o país, com muitos democratas ressaltando-as como economicamente prejudiciais e legalmente questionáveis. A disputa com o Brasil, alimentada por questões políticas, destaca o uso controverso de tarifas como ferramenta de pressão internacional, com implicações sérias para as relações bilaterais e a economia global.



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    1 comentário em “Senador dos EUA rotula Bolsonaro como “o amigo desacreditado do presidente Trump””

    1. Trump? Um Rambo holywoodiano de quinta categoria; um jacaré com dentes afiados que fica esperando na margem do rio pra defender Bozo, que afundou é vai junto com ele.

    Os comentários estão fechados.

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