“Uma fatura de $13.900 passará a pagar $34.332, o que representa um aumento de 150%”, o que corresponde, em reais, na cotação de hoje, à elevação do preço de R$ 82,76 para R$ 204,42
Tarifas de energia elétrica dos usuários de companhias de energia residentes na Região Metropolitana de Buenos Aires receberão reajustes de até 150% e terão atualizações mensais a partir de abril, de acordo com nova tabela tarifária informada nesta quinta-feira (15/2) pelo ministro de Energia, Eduardo Rodríguez Chirillo.
Em comunicado, o Ministério de Energia confirmou que, considerando um consumo médio de 380 KV/h por mês, no caso dos utilizadores ‘N1’ (rendimento elevado) , “uma fatura de $13.900 passará a pagar $34.332, o que representa um aumento de 150%”, conforme transcreveu o ‘Página12‘, o que corresponde, em reais, na cotação de hoje, à elevação do preço de R$ 82,76 para R$ 204,42.
No caso dos utilizadores ‘N2’ (baixo rendimento) , para o mesmo nível de consumo e período, “passará de $4.360 para $7.415, o que representa uma atualização de 70%”. Ou seja, de R$ 25,96 para R$ 44,15.
Já os usuários ‘N3’ (renda média), a tarifa “passará de $ 4.783 para $ 7.850, o que equivale a uma diferença de 65%”. Ou, de R$ 28,48 para R$ 46,74.
A nota diz ainda que, “nesta classe de utilizadores, se o consumo ultrapassar os 400 KW/h por mês, se o consumo atingir os 600 KW/h o valor passaria de $14.600 para $34.000, ou seja, uma diferença de 130 % de reconfiguração tarifária”. Ou, de R$ 86,93 para R$ 202,44.
Os aumentos serão implementados “gradualmente”, enquanto se aguarda uma audiência de realocação de subsídios no final deste mês, informa o jornal.
Além disso, embora as taxas fixas tenham uma validade temporária de um ano, a nota sustenta que “para manter o valor real da taxa temporária, será aplicado um mecanismo de ajustamento mensal que começará a vigorar a partir do mês de abril”.
“Através das resoluções da ENRE [Entidade Reguladora Nacional de Eletricidade], hoje emitidas -após a realização das correspondentes audiências públicas-, foram adotadas medidas imediatas para que as tarifas dos usuários finais, nas suas diferentes categorias (Residencial, Geral e Grande Demanda), estejam de acordo com o custo de fornece e é pago pelo seu uso como qualquer outro bem“, disse o Ministério de Energia.
Na Argentina, a alta anual da inflação chegou a 254,2% em janeiro. O índice de preços do mês divulgado na quarta-feira (14/2) teve alta de 20,6%, abaixo do mês anterior
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A Argentina fechou o primeiro mês de 2024 com uma taxa anual de 254,2% de inflação, uma das mais altas do mundo. O índice registrado em janeiro fechou com aumento de 20,6%, abaixo dos 25,5% registados em dezembro.
Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, órgão oficial de estatísticas argentino, os setores com maiores aumentos em janeiro foram bens e serviços, com 44,4%, seguido por transporte (26,3%), comunicação (25,1%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (20,4%) .
Desde que assumiu a presidência, o ultraliberal Javier Milei desvalorizou o peso em 54% e retirou o congelamento de preços de centenas de produtos. O presidente tenta implementar um pacote de medidas que prevê a privatização de serviços públicos, por meio da Lei Ônibus, que voltou à estaca zero no Congresso Nacional.
Nesta quarta-feira (14), a ex-presidenta Cristina Kirchner publicou um documento com críticas à política econômica de Javier Milei, que acusa de ir “além do disruptivo” em suas propostas.
“[O discurso e a prática do governo] nos levam a um lugar que a Argentina nunca conheceu. Isso se desenvolve, no entanto, em um marco econômico e social de extrema gravidade”, disse.
Segundo Cristina, a dolarização da economia, proposta de Milei desde a campanha, impedirá definitivamente a possibilidade de desenvolvimento com inclusão social na Argentina. “O país não terá mais dólares. Pelo contrário, iremos ter menos dólares, porque a competitividade da maior parte do setores produtivos geradores de divisas será afetada e o peso da dívida externa aumentará na nossa economia”, disse.
No documento de 33 páginas, a ex-presidente endereça duras críticas ao atual ministro da Economia, Luis Caputo, a quem ela aponta como principal responsável pela atual crise. “O safari da dívida do então secretário de finanças, Luis Caputo, culminou em 2018, quando, diante da impossibilidade de cumprir os vencimentos da dívida contraída, o governo recorreu ao prestador de última instância e trouxe de volta o FMI como auditor da economia argentina”, diz o texto.
