ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo
    Toque e saiba mais sobre o tema

    Para jornalista do Estadão, “Brasil tem que se ‘acadelar’ para Trump” e aceitar tarifaço (vídeo)

    — calculando —
    Lula, Raquel Landim e Trump

    📷 O Presidente dos EUA, Donald Trump / Getty Images / via BBC | O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante evento / Foto: Cristiano Mariz / O Globo | No detalhe, a jornalista do Estadão, Raquel Landim / reprodução redes sociais |•| Arte Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    16 de julho de 2026

    Em um vídeo postado na plataforma social de microblog X, a jornalista do Estadão, Raquel Landim recomenda que o governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não retalie o novo tarifaço do governo Trump.

    Segundo ela, um alto funcionário do governo americano disse em conversa de bastidores que, se o Brasil decidir retaliar os Estados Unidos por causa do tarifaço, “vai haver contra-ataque”.

    Os argumentos da colunista do jornalão dão conta de que, na prática, estabelecer-se-ia uma guerra comercial. Ela diz que a experiência mostra que ele não está blefando, pois somente dois países reagiram à fúria protecionista de Donald Trump: o Canadá e a China.

    Em ambos os casos houve queda de investimentos e aumento de preços. Depois vieram acordos parciais, mas todos saíram perdendo, diz Landim nas imagens.

    Em sua avaliação, os canadenses, com menor poder econômico, sofreram mais do que os chineses. E o Brasil não tem a mesma envergadura para entrar numa guerra comercial contra Trump que o Canadá e a China, disse.

    A China disputa com os Estados Unidos o posto de maior economia do mundo. Os canadenses contam com extensa fronteira e um acordo comercial antigo, conclui.

    Na quinta-feira (16/jul), os Estados Unidos confirmaram a sobretaxa de 25% contra os produtos brasileiros. Se for confirmada outra investigação, dessa vez alegando trabalho forçado, essa tarifa pode chegar a 37,5%.

    O Brasil pagaria a segunda maior tarifa do mundo para entrar com seus produtos nos Estados Unidos, perdendo só para a China.

    Antes mesmo do tarifaço entrar em vigor, o ministro da Fazenda Dario Durigan já havia dito que o Brasil cogitava usar a lei de reciprocidade.

    Vai ser preciso respirar fundo, afirma a jornalista, pois a investigação americana está cheia de buracos, segundo suas palavras.

    Raquel Landim comenta que alguns argumentam que o Pix prejudica a competitividade das empresas de cartão de crédito, embora países como México e Índia possuam sistemas de pagamento semelhantes e mantenham acordos de livre comércio.

    Ela ressalta que os dados usados para criticar o desmatamento no Brasil são inconsistentes, e não se trata apenas de justiça ou de respostas a provocações políticas.

    Landim destaca que, após o aumento de tarifas, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou nas redes sociais que o governo Lula não negociou de boa-fé, o que é incorreto. Para ela, a questão é de prudência: sobretaxar produtos americanos pode levar à escassez de insumos fundamentais para as empresas brasileiras.

    Qualquer retaliação, como quebrar patentes de medicamentos ou complicar a atuação das Big Techs no país, pode prejudicar o ambiente de negócios.

    A jornalista alerta sobre a delicadeza da situação, destacando que, se o Brasil não agir devidamente, pode enfrentar uma guerra comercial sob a liderança do presidente Donald Trump.

    Ela conclui que o caminho adequado é a negociação, enfatizando que, apesar da retórica política, especialistas acreditam que ainda existem oportunidades de diálogo.

    POR OUTRO LADO

    Mas, para seu colega de profissão, o jornalista Fernando Boscardin, Landim está dizendo que o Brasil tem que se ‘acadelar’ para o governo Trump. “Meu Deus…Para a moça (Raquel Landim), o Brasil tem que se acadelar para o governo Trump”.

    Boscardin acrescante que “tem uma imprecisão grave aí: o Canadá era muito, mas muito mais dependente da economia americana que o Brasil. Quase toda a exportação canadense era para os EUA. O Canadá é estruturalmente dependente dos EUA”.

    E amplifica o tom contra a colega: “Pelo amor de Deus, hein?”

    Assista abaixo e leia mais a seguir:


    O contra-argumento do jornalista Fernando Boscardin possui forte respaldo factual e coerência teórica no que diz respeito à diferença estrutural de dependência econômica entre Canadá e Brasil em relação aos Estados Unidos.

    Primeiro, os dados econômicos mostram que o Canadá destina mais de 70% a 76% de suas exportações aos EUA, com uma economia hiperconcentrada e umbilicalmente ligada à cadeia de suprimentos americana, enquanto o Brasil envia apenas cerca de 12% a 15% de sua pauta exportadora para os EUA, tendo a China como principal parceiro comercial há anos — o que tecnicamente torna o impacto de uma retaliação mútua uma questão de sobrevivência nacional imediata para os canadenses, mas um peso significativamente menor e mais distribuído globalmente para os brasileiros.

    Em segundo lugar, ao contrapor a análise de Raquel Landim, que prega prudência para evitar escassez de insumos e fuga de investimentos, Boscardin aponta uma falsa equivalência: colocar Brasil e Canadá na mesma prateleira de vulnerabilidade tarifária ignora a flexibilidade brasileira por não ser um vizinho de fronteira dependente de ferrovias e oleodutos direcionados a um único parceiro, o que lhe confere maior autonomia para buscar vias alternativas de comércio ou aplicar leis de reciprocidade sem colapsar o próprio PIB.

    Por fim, no debate de ideias, o termo coloquial “acadelar-se” traduz a crítica de Boscardin à passividade diplomática: na visão dele, aceitar termos de uma investigação recheada de inconsistências — como as menções ao Pix e dados de desmatamento ultrapassados — sem reagir com reciprocidade sinaliza fraqueza institucional.

    Enquanto Landim foca nos riscos práticos ao ambiente de negócios nacional, Boscardin adota a linha da soberania comercial, argumentando que o Brasil tem estofo geopolítico para não se submeter às exigências americanas da mesma forma que o vulnerável mercado canadense precisou fazer.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

     

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading