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Tarifaço de 50% do “aliado” Trump ameaça redução do PIB de SP em 2,7% e perda de 120 mil empregos

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    Tarcísio de
    Tarcísio de Freitas com o boné Make America Great Again / Imagem reprodução redes sociais


    Agora ciente de que “MAGA” é uma ameaça com alto custo para o estado mais rido do Brasil, Tarcísio de Freitas diz que prepara ações para proteger exportadores



    Brasília, 26 de julho de 2025.

    Com uma decisão que pegou o Brasil de surpresa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 9 de julho de 2025 uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados, com início previsto para 1º de agosto.

    A medida, que tem motivações políticas ligadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe em 2022, pode atingir duramente a economia do estado de São Paulo, o mais rico do país.

    Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o impacto pode reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) estadual em até 2,7%, ameaçando setores como café, suco de laranja, carne bovina e aviação, que dependem fortemente do mercado americano.

    Para tentar amenizar o golpe do “aliado”, o governo de São Paulo diz que está mobilizado. Tarcísio de Freitas, que vestiu o boné “Make America Great Again” quando Trump foi empossado, revelou que o estado prepara um pacote de apoio aos exportadores, incluindo uma linha de crédito de R$ 200 milhões com juros baixos de 0,27% ao mês e prazo de cinco anos para pagamento.

    Além disso, o filiado ao partido Republicano tupiniquim informou que está em diálogo com parlamentares e empresas americanas para negociar uma redução dos efeitos da tarifa.

    Segundo o jornal O Globo, a preocupação é grande: cerca de 120 mil empregos no estado podem desaparecer se a medida entrar em vigor, especialmente em indústrias como a Embraer e em pequenos produtores de café e laranja.

    A decisão de Trump também gerou tensões diplomáticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu retaliar com tarifas de 50% sobre produtos americanos, caso as negociações com Washington fracassem.

    Lula defendeu a soberania do Brasil e afirmou que Bolsonaro não está sendo perseguido, mas sim julgado por um Judiciário independente.

    Governadores de outros estados, como Ratinho Junior do Paraná e Ronaldo Caiado de Goiás, pediram que o governo federal lidere conversas com os EUA para proteger setores como carne e açúcar orgânico, que também podem sofrer.

    A tarifa de Trump coloca São Paulo e o Brasil em uma corrida contra o tempo. Enquanto Tarcísio e outros líderes buscam alternativas, como redirecionar exportações para China e Europa, o risco de perdas bilionárias e desemprego em massa paira sobre o país.

    A situação expõe a fragilidade de depender de um mercado como o americano, que absorve cerca de US$ 20 bilhões em produtos brasileiros apenas no primeiro semestre de 2025.

    O desfecho dessa crise dependerá de negociações rápidas e da capacidade do Brasil de se reposicionar no comércio global.



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