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Tarifaço de 50% de Trump pode frear PIB brasileiro, mas reduzir inflação, dizem técnicos

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    O presidente
    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva – Imagens reprodução redes sociais


    Medida anunciada pelo presidente dos EUA pode impactar economia do Brasil, com perdas no crescimento, mas oferta interna ampliada pode aliviar preços, segundo governo



    Brasília, 26 de julho de 2025

    A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025 está gerando preocupação no Brasil.

    Segundo técnicos do governo federal, a medida pode reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até 0,5 ponto percentual, afetando setores como agronegócio, indústria aeronáutica e siderurgia, que dependem do mercado americano.

    A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima perdas de até R$ 175 bilhões no PIB ao longo de dez anos, com risco de eliminação de 1,3 milhão de empregos.

    A tarifa, justificada por Trump como resposta a supostas práticas comerciais desleais do Brasil, pode limitar as exportações, que representam cerca de 2% do PIB nacional, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

    Apesar do impacto negativo no crescimento econômico, técnicos do governo enxergam um lado positivo: a tarifa pode aumentar a oferta de produtos no mercado interno, o que tende a reduzir a inflação no Brasil.

    Com menos exportações para os Estados Unidos, produtos como café, carne bovina e suco de laranja podem ficar mais disponíveis localmente, pressionando os preços para baixo.

    Essa dinâmica desinflacionária é vista como um alívio, especialmente porque o dólar subiu 1,79% em dois dias após o anúncio, atingindo R$ 5,54, o que poderia pressionar a inflação.

    Economistas do Banco Central e da XP alertam, no entanto, que, se o dólar ultrapassar R$ 5,80 por tempo prolongado, a inflação pode voltar a subir, neutralizando esse efeito.

    A reação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido cautelosa. Lula anunciou que usará a Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em abril de 2025, para retaliar os Estados Unidos com tarifas equivalentes, caso as negociações diplomáticas com Trump não avancem.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o Brasil não pretende adotar medidas precipitadas, mas está elaborando um plano de contingência para apoiar setores afetados, como Embraer e exportadores de petróleo.

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil há mais de 15 anos, o que contradiz as alegações de Trump sobre déficits comerciais.

    A tarifa de 50% representa um desafio econômico e político para o Brasil, mas também uma oportunidade para diversificar mercados.

    Especialistas sugerem que o país busque compradores na Ásia, como China e países do Brics, e fortaleça laços com a União Europeia para compensar as perdas.

    Enquanto o governo Lula negocia para evitar a escalada de uma guerra comercial, a indústria brasileira se prepara para um cenário de incertezas, com importadores americanos já cancelando pedidos.

    A habilidade do Brasil em redirecionar exportações e proteger sua economia será crucial nos próximos meses.



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