Medida retaliatória afeta entregas e componentes, impactando gigante aeroespacial americana – Decisão chinesa ocorre em um momento delicado para a Boeing, que já enfrenta desafios e crise de qualidade após incidentes recentes – SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Canais de Notícias——-
➡️ UrbsMagna no Telegram
![]()
Brasília, 15 de abril de 2025
Em meio à intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos, a China ordenou que suas companhias aéreas, incluindo Air China, China Eastern e China Southern, suspendam a aceitação de novas entregas de jatos da Boeing e interrompam a compra de equipamentos e peças de aviação de empresas americanas.
A decisão, reportada pela Bloomberg, é uma resposta aos elevados 145% de tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos chineses, com Pequim retaliando com 125% sobre importações dos EUA, o que encareceria significativamente aviões e componentes americanos.
A medida afeta diretamente os planos das três maiores companhias chinesas, que esperavam receber 179 aeronaves da Boeing entre 2025 e 2027, segundo a Reuters.
O impacto no mercado foi imediato, com as ações da Boeing caindo 3% no pré-mercado em Nova York. A suspensão também visa beneficiar a Airbus, da Europa, e a estatal chinesa COMAC, que promove seu jato C919 como alternativa ao Boeing 737 MAX, com mais de 1.000 pedidos já garantidos, de acordo com a Aerotime.
Além disso, Pequim estuda medidas para apoiar companhias aéreas que operam jatos Boeing alugados, enfrentando custos elevados de manutenção devido à interrupção no fornecimento de peças.
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
A decisão chinesa ocorre em um momento delicado para a Boeing, que já enfrenta desafios com a segurança do 737 MAX e uma crise de qualidade após incidentes recentes, como apontado pela Air Data News.
A China, que representa 20% da demanda global por aeronaves nas próximas duas décadas, não fecha novos contratos com a Boeing há anos, e a suspensão reforça a pressão sobre a fabricante americana, conforme relatado pela Capital Brief.
A medida também reflete a estratégia de Pequim de fortalecer sua indústria aeroespacial doméstica em meio às tensões comerciais.
Este movimento aprofunda a incerteza no setor aeroespacial global, com possíveis impactos na cadeia de suprimentos e nos preços de passagens aéreas, enquanto a guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo continua a remodelar o comércio internacional.
A suspensão das entregas da Boeing é mais um capítulo de uma disputa que afeta desde trabalhadores chineses, sobrecarregados pela desaceleração econômica, até investidores globais, segundo análise da Forbes.












