Cai a tarde azul e limpa, ensolarada E traga o ser de dentro em paz, reflexivo Minhas alegrias também são intempestivas Como a dor e o sofrimento destes homens Mas os sentimentos são correntes fortes Que projetam realidades muito óbvias Repetidas na cronologia humana Infinitamente na mente dormente A qual não desperta um pensamento novo Com o qual possamos vencer monstros verdes Se eu já ouvi uma agulha ao chão de casa Experimentei a dimensão da vida Que liberta os seres de suas verdades Suas até onde as compreende apenas Na ignorância eterna em que nos vemos Tudo ou nada pode ser a mesma coisa Como saber o que nos aguarda a morte Se não nos importa estas coisas da vida Vem caindo a tarde e estou sem freio agora Montando este tempo galopante a esmo Na clara tarde azul que teve sol à pino Ferro e fogo marcam nossas vidas-almas Quando os deixamos agir na pele frouxa Sem lutar contra as correntes, nem gritando A calma evidente da tarde engana-nos Cai a tarde azul e limpa, ensolarada