📷 Profissionais da imprensa se posicionam ao lado do tapete azul estendido na entrada principal do Palácio dos Bandeirantes, aguardando a chegada do presidente da Argentina, Javier Milei / Imagem reprodução / Metrópoles |•| Urbs Magna
| São Paulo (SP)
25 de julho de 2026
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebe neste sábado (25/jul) o presidente da Argentina, Javier Milei, com tapete azul no Palácio dos Bandeirantes e entrega a Ordem do Ipiranga.
Ambos participam da convenção do PL que oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
O gesto simbólico e a visita de um chefe de Estado vizinho sem agenda federal testam limites diplomáticos e democráticos no país.
A informação foi divulgada antes pela coluna Painel da Folha de S.Paulo, publicada sexta-feira (24/jul).
O governador optou pela cor em referência à chamada “onda azul” na América Latina, que elegeu governos de direita em países como Bolívia, Chile, Colômbia e Peru. Tarcísio de Freitas costuma evitar o vermelho, associado ao PT.
Do lado argentino, o veículo La Capital antecipou detalhes da agenda na quinta-feira (23/jul).
Javier Milei desembarcou em São Paulo na sexta-feira (24/jul) e, neste sábado (25/jul), é recebido com honras militares na Praça Cívica do Palácio dos Bandeirantes.
Em seguida, recebe a Ordem do Ipiranga no grau Grã-Cruz, a mais alta distinção do Estado. A mesma medalha foi entregue em 2024 à irmã e secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei.
Após a cerimônia, Milei reúne-se com Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro para tratar de temas bilaterais.
A agenda segue para a convenção nacional do PL, no estádio do Pacaembu, onde o senador tem a candidatura à Presidência oficializada. O presidente argentino discursa no evento.
O que dizem os protocolos oficiais
A visita de um chefe de Estado de país vizinho sem encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sem passagem pela capital federal foge do protocolo tradicional.
Segundo normas do cerimonial público, visitas oficiais de chefes de Estado costumam iniciar em Brasília, com recepção pelo presidente da República e coordenação do Itamaraty.
A segurança e a logística cabem à Polícia Federal.
O governo federal observa a presença com atenção. Fontes do Planalto e do Itamaraty afirmam que não haverá reação enquanto Milei não atacar o presidente Lula ou o sistema eleitoral brasileiro.
A visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Milei não está escondido dos protocolos oficiais. A agenda foi anunciada pela Presidência argentina e confirmada pelo governo de São Paulo. Trata-se de visita a um Estado e a um evento partidário, não de uma missão bilateral federal.
O episódio reforça a tensão entre o respeito às instituições democráticas e o uso de simbologia ideológica em momentos de polarização eleitoral.
A convenção do PL marca a formalização de Flávio Bolsonaro como candidato após indicação do pai. A presença de Milei busca associar a “onda azul” regional à campanha brasileira.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
