Governador de SP defende anistia aos manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas do 8/1 e questiona Judiciário, em apoio ao ex-presidente réu por tentativa de golpe de Estado
Brasília, 30 de agosto de 2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que, caso eleito presidente em 2026, seu primeiro ato seria conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC, ele declarou: “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”.
A fala reforça o posicionamento de Tarcísio como aliado fiel de Bolsonaro, que enfrenta processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 e está inelegível até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além disso, Tarcísio voltou a defender a anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023, quando manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Ele classificou as penas aplicadas aos condenados como desproporcionais, chamando a anistia de “remédio político” para pacificar o país.
“A gente está aqui para pedir, lutar e mostrar que todos estamos juntos para exigir anistia daqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas”.
Tarcísio também expressou desconfiança no sistema judiciário brasileiro, afirmando não confiar na Justiça em relação ao processo contra Bolsonaro.
Essa posição gerou reações no STF, onde ministros sinalizaram que um eventual indulto a Bolsonaro poderia ser considerado inconstitucional, com base no precedente do caso Daniel Silveira, em que o perdão concedido por Bolsonaro em 2022 foi anulado.
“Seria possível o Supremo aceitar indulto coletivo para todos aqueles que eventualmente vierem a ser condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro? Obviamente que não”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes.
Juristas reforçam que anistiar crimes contra o Estado Democrático de Direito, como os do 8 de Janeiro, seria inconstitucional, por serem considerados inafiançáveis e imprescritíveis pela Constituição.
A professora Eloísa Machado de Almeida (FGV Direito SP) destacou que o projeto de anistia, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, poderia beneficiar Bolsonaro, mas enfrentaria resistência judicial.
Tarcísio tem intensificado gestos de lealdade a Bolsonaro, incluindo participações em atos na Avenida Paulista e publicações nas redes sociais, que cresceram significativamente neste ano.
Em evento na Festa do Peão de Barretos, ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais), Tarcísio afirmou que “o tempo vai trazer justiça” a Bolsonaro, reforçando sua narrativa de defesa do ex-presidente.
No entanto, a promessa de indulto enfrenta obstáculos. Além da resistência do STF, aliados de Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), condicionam o apoio do ex-presidente a candidatos que prometam “brigar com o Supremo” para garantir o perdão.
Essa exigência pode complicar as articulações de Tarcísio, que busca manter diálogo com a Corte, segundo interlocutores.
O cientista político João Feres Júnior (Iesp-Uerj) alerta que a liberação de condenados pelo 8 de Janeiro pode incentivar novos atos contra as instituições democráticas, contrariando o argumento de “pacificação”.
Enquanto isso, o Partido Liberal (PL), de Bolsonaro, prioriza a pauta da anistia intensificando a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Tarcísio também enfrenta críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o acusou de ser dependente de Bolsonaro.
“Tarcísio sem Bolsonaro não é nada”, disse Lula.








Esta fala de Tarcísio de Freitas é claramente eleitoreira numa fase do Brasil em polarização de Eleitores Progressistas com Eleitores Conservadores que por uma falsa moralidade e Religiosidade duvidosa seguem o que determina os Pastores de suas Igrejas, garantindo a si esta porção de votos mesmo que ele não apresente Proposta de Governo , simplesmente por oferecer essa Anistia aos que invadiram Brasília em 08/01/23 e Indulto ao ex-presidente que está às vésperas de Julgamento por seus Atos durante o Mandato exercido … absurdo … vergonhoso recorrer tão nitidamente , descaradamente , com estes pronunciamentos de futuras e primeiras ações … bizarro
Dizem que Deus é brasileiro, se for, fará justiça e deixará o entregão, vendilhão, NEFASTO Tarcísio bem longe da presidência e do governo de SP…
O PRIMEIRO CANALHA A ENCABEÇAR A FILA DOS OPORTUNISTAS, QUE QUEREM GOVERNAR SENDO FANTOCHES DE UM CRIMINOSO SUBVERSIVO.
Aliás nem o GENOCIDA e o Tarcísio não são nada…
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