Tarcísio de Freitas conversando com Alexandre de Moraes | Guilherme Resck/SBT News
Elon Musk entrou na disputa política brasileira com argumentos sobre “liberdade de expressão“, o que é um truque, pois sua rede social foi transformada em terra sem lei, com alta proliferação de fake news e, por isso, foi banida
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma proposta ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, para tentar reativar o X no Brasil, mas o magistrado rejeitou a proposta do bolsonarista, que apresentou “argumentos econômicos“.
“Nem insista“, teria afirmado Moraes a Tarcísio, segundo matéria no Metrópoles, onde o jornalista Igor Gadelha diz que gestor de São Paulo teve um encontro no fim de semana com o magistrado em que apresentou “recurso“.
Gadelha afirma em seu texto que a informação vem de “relatos de aliados“. Estes teriam argumentado que o banimento de uma rede social é ruim para o Brasil, sobretudo em um momento em que a economia do conhecimento é a bola da vez, mas Moraes rechaçou de pronto.
De acordo com o Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e professor de Comunicação Política da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Beto Vasques, ao transformar a rede social em aparato político-comunicativo a favor de interesses comerciais e delírios políticos, Elon Musk coleciona desavenças com autoridades do mundo todo. Ele produziu um longo artigo, reproduzido no portal Terra, para mostrar o que está por trás da aposta do bilionário no tensionamento com a justiça após bloqueio da rede social X no Brasil.
Musk teve seu X inviabilizado para os usuários no Brasil devido ao desrespeito às decisões judiciais, culminando no fechamento da plataforma por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, lembra Vasques. A empresa fechou seu capital e afastou anunciantes por não seguir padrões mínimos de transparência do mercado publicitário.
O empresário também teve conflitos com autoridades em todo o mundo. A União Europeia o está investigando por violar sua legislação, com a possibilidade de aplicar uma multa equivalente a 6% de sua receita global, informa o professor da FESPSP. Na Austrália, sua empresa se recusou a remover um vídeo polêmico, levando o primeiro-ministro a chamá-lo de “milionário arrogante“. No Reino Unido, suas declarações incitaram protestos anti-imigração e geraram críticas do primeiro-ministro. Recentemente, ele criticou as autoridades francesas, afirmando que só viajará para países com liberdade de expressão constitucionalmente protegida.
Nessa cruzada, Musk escolheu o brasileiro Moraes como inimigo número um, atacando-o nas redes sociais e descumprindo leis. O magistrado liderou a justiça contra as tentativas de desacreditar o sistema de votação brasileiro e as investigações contra o “gabinete do ódio“. Além disso, está à frente dos processos contra os envolvidos no golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, tendo mais de mil investigados e se aproximando dos mandantes, apontando o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL) e seu círculo íntimo como principais responsáveis. Por liderar essas ações, Moraes é hoje o personagem mais odiado pela extrema direita, resume o articulista.
Segundo Vasques, o confronto político deve intensificar-se devido a manifestações convocadas para celebrar o Dia da Independência na Avenida Paulista, com a extrema-direita defendendo o impeachment de Moraes. O inelegível Bolsonaro já fez ofensas públicas a Moraes, mas posteriormente voltou atrás. Agora, Elon Musk entrou na disputa e foi elogiado pela extrema-direita ao criticar Moraes argumentando sobre “liberdade de expressão” no Brasil, o que sabemos que é um truque, pois o X virou terra sem lei, com alta proliferação de fake news e, por isso, foi banido.
A negativa do X, seguindo a orientação de Musk, de bloquear contas de envolvidos em investigações gerou tensão, como no caso de Oswaldo Eustáquio. Este aproveitou-se das contas da filha para incitar o ódio e ações contra o Estado de Direito, expondo dados de um delegado da Polícia Federal.
Apesar da defesa da liberdade de expressão em certos países, Elon Musk fica em silêncio sobre questões democráticas na Arábia Saudita e China, onde a Tesla opera. Ele demonstra obediência às leis da Turquia e Índia, evidenciando hipocrisia. Musk utiliza a rede X para impor seus interesses políticos e comerciais, alinhando-se a líderes autocráticos e facilitando interesses da extrema direita global. Ele enfrenta um conflito com a justiça brasileira devido ao fechamento do X, o que pode inspirar ações semelhantes em outros países, aumentando os custos e responsabilidades legais das plataformas.
Algo semelhante vemos com os ataques de Musk às legislações para combater os abusos da extrema direita nas redes sociais, com o DSA e DMA surgidas primeiramente na UE. A Austrália e Reino Unido também são alvos do bilionário devido ao avanço de suas legislações para o universo digital. Por trás de Musk, contamos com o interesse de políticos autoritários, empresários de mídias sociais e seus seguidores. O fechamento do X no Brasil está ligado aos interesses da Starlink na Amazônia e da Tesla, considerando a produção de lítio e a guerra comercial entre EUA e China. O conflito entre os interesses em jogo continuará a se desenrolar nos próximos dias.

O aprendiz de Genocida não consegue administrar SP e ainda tem a cara de pau de fazer um pedido desse.
Tata va tomar um chá de camomila.
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