Projeto de Lei aprovado pela Alesp é criticado por favorecer latifundiários e ignorar reforma agrária, enquanto estado enfrenta crise financeira
Brasília, 27 de agosto de 2025
A Alesp aprovou um projeto do governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Fritas (Republicanos), que entrega terras públicas equivalentes a 720 mil campos de futebol, com 90% de desconto, para grileiros ricos da unidade federativa, que segundo o perfil no X @analise2025 são “ladrões“.
Segundo a Folha de S. Paulo, um dos beneficiários é o pecuarista Jotinha, condenado por desmatamento e réu por trabalho escravo, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, improbidade, falsidade ideológica e vários outros crimes.
O Projeto de Lei é inconstitucional – porque a Constituição exige aprovação do Congresso em caso de venda de terras públicas acima de 2500 hectares.
Além disso, terras devolutas devem ser destinadas para a reforma agrária, explica o perfil, acrescentando que o valor total das terras entregues é de 10 bilhões.
O proprietário da conta na plataforma social indignou usuários ao lembrar que “Antônio Junqueira Vila, conhecido como AJ Vilela ou Jotinha, comandou um mega esquema de roubo de terras, desmatamento, corrupção e trabalho escravo no Pará“.
E dizer que, agora, “Tarcísio venderá uma propriedade pública que custa 7 milhões, por apenas 700 mil, desconto de 90%“.
Respondendo a uma pergunta de um perfil na plataforma sobre se “é terra invadida” e que eles “deviam ser retirados pela PM como fazem com os Sem Terras“, a conta disse que “é terra pública em sua maioria invadida por grandes fazendeiros.
“Vários deles envolvidos em todo tipo de crime, mas como são ricos, o governo ofereceu um descontão de 90% para regularizar“, acrescentou.
“É bala no MST e descontão de 9 bilhões para os grandes latifundiários“, concluiu sobre a hipocrisia do caso.
Outra conta na rede social expressou sua opinião certeira sobre a proteção ao governador:
“Enquanto isso, a mídia tradicional silencia. A blindagem é absoluta!! Tarcísio virou o “queridinho da Faria Lima”, embalado como gestor “eficiente”, enquanto na prática desmonta São Paulo e entrega patrimônio público a preço de banana“.
O sociólogo Rodrigo Luiz Veloso não segurou sua ‘língua‘ afiada: “O próximo governador que assumir São Paulo vai herdar o mesmo que Pimentel herdou de Anastasia e que Castro herdou de Cabral e Pezão: um estado falido”, disse.
Fernando Pimentel foi governador de Minas Gerais de 1º de janeiro de 2015 a 1º de janeiro de 2019, e Antonio Anastasia – gestor do estado entre 1º de janeiro de 2011 a 4 de abril de 2014, quando renunciou para concorrer ao Senado.
Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão foram governadores do estado do Rio de Janeiro, tendo o primeiro governado de 1º de janeiro de 2007 a 3 de abril de 2014 e o segundo, após renúncia do primeiro, de 4 de abril de 2014 até 31 de dezembro de 2018.
“O desaparecimento de receitas no curto prazo, para agradar grandes empresários, logo ali na frente vai fazer a dívida explodir“, disse o sociólogo, que explicou em uma postagem sequencial:
“O apoio de Tarcísio na Faria Lima se deve aos 81 bilhões de isenções fiscais para grandes empresários em SP. Já tem algum tempo, desde Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, que a direita brasileira se tornou o bureau de liberação de privilégios tributários em troca de caixa 2 e propina”.
Estupefato, um outro usuário sugeriu que o estado está falido por conta e “vagabundos“:
“Caraleo! São Paulo um estado Falido!? Só de for de pagar bolsa família pra vagabundo!“
Em tréplica, Rodrigo Luiz Veloso concluiu:
“São Paulo é o terceiro estado mais endividado do país. Está prestes a ter problemas sérios, e já está dependente de alienação de patrimônio (privatizações) para pagar as contas”.







