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Tarcísio diz que pretende “concorrer à reeleição”, e não à Presidência do Brasil (vídeo)

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    Tarcísio de
    Tarcísio de Freitas | 17.9.2025 | Imagem reprodução/CBN


    Governador prioriza mandato local em meio a especulações sobre sucessão nacional na direita, enquanto aliados de Lula monitoram movimentos opositores



    Brasília, 17 de setembro de 2025

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou categoricamente que pretende disputar a reeleição em 2026, descartando qualquer plano imediato para o Palácio do Planalto.

    A declaração, feita durante um evento em Araçatuba, no interior paulista, nesta quarta-feira (17), marca a primeira resposta pública de Tarcísio à condenação de seu padrinho político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A decisão da Primeira Turma do STF, que impôs 27 anos e 3 meses de prisão ao ex-mandatário por tentativa de golpe de Estado, intensificou as especulações sobre o futuro da direita conservadora nas eleições de 2026.

    Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de substituir Bolsonaro na corrida presidencial, Tarcísio de Freitas foi direto: “Não, eu pretendo concorrer à reeleição”.

    A fala ecoa declarações anteriores do governador, que já havia sinalizado foco no estado em junho, mas ganha peso agora, após semanas de silêncio público sobre o tema.

    Nos últimos meses, Tarcísio nacionalizou seu discurso, com críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), articulação pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e ataques ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

    Apesar disso, pesquisas recentes indicam que ele é o preferido por 46,3% dos eleitores bolsonaristas para uma candidatura nacional, à frente de nomes como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

    A condenação de Bolsonaro, que o torna inelegível até 2030 e reforça sua prisão domiciliar, abalou as bases da oposição.

    Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem nisso uma oportunidade para enfraquecer a direita, mas temem interferências externas, como possíveis sanções dos Estados Unidos sob influência de Donald Trump, conforme alertado por fontes ligadas ao governo federal.

    A esquerda avalia que Tarcísio já cumpriu um “roteiro traçado” com Bolsonaro, e agora o PT deve rever alianças no Centrão para blindar a reeleição de Lula em 2026.

    Do outro lado, caciques do Centrão, como os presidentes do PP e do União Brasil, pressionam por uma aliança com Tarcísio para travar pautas do governo no Congresso Nacional, incluindo isenções de Imposto de Renda.

    Tarcísio de Freitas lamentou a sentença contra Bolsonaro logo após o julgamento, em 11 de setembro, chamando-a de “injusta e com penas desproporcionais”, e reforçando: “A história se encarregará de desmontar as narrativas e a justiça ainda prevalecerá. Força, presidente. Seguiremos ao seu lado!”.

    No entanto, fontes próximas ao governador indicam que ele só reconsideraria uma candidatura nacional se houvesse um “pedido direto” de Bolsonaro, priorizando lealdade ao ex-presidente, mas mantendo o foco em São Paulo, onde sua reeleição é vista como “encaminhada”.

    Essa posição contraria parte dos bolsonaristas radicais, que resistem a Tarcísio por suas pontes com o STF e o mercado financeiro, mas agrada o Centrão, que o vê como alternativa viável para 2030.

    A declaração em Araçatuba ocorreu em meio a uma agenda discreta no interior de São Paulo, após Tarcísio evitar holofotes nacionais nas semanas pós-julgamento.

    O evento homenageava o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em Praia Grande, e serviu de palco para o governador reafirmar compromissos locais, como investimentos em segurança pública.

    Enquanto isso, o impacto da condenação de Bolsonaro se espalha: o PL e aliados articulam anistia no Congresso, e especulações sobre uma chapa com Michelle Bolsonaro como vice de Tarcísio ganham força nos bastidores.

    Para o cenário eleitoral de 2026, analistas apontam que a decisão de Tarcísio fortalece sua base em São Paulo, mas pode adiar a reorganização da direita nacional, abrindo espaço para Lula consolidar alianças.

    A condenação remove o apelo de “agora ou nunca” para Tarcísio, já que Bolsonaro só poderia voltar em 2030 – se houver reversão judicial.

    O governador, que evitou eventos fora do estado para sinalizar foco local, segue como peça-chave na oposição, mas com olhos firmes no Palácio dos Bandeirantes.



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