Além do avanço do estadista nas pesquisas, governador de SP enfrenta pressões de aliados, investigações na Secretaria de Fazenda, comprometendo ambição pelo Planalto
SÃO PAULO, 15 de setembro de 2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria repensando sua candidatura à Presidência da República em 2026, segundo informações do jornalista Robson Bonin, publicadas na coluna Radar da revista VEJA.
“Tarcísio não está satisfeito com cobranças feitas por seus parceiros no Movimento Extremista Pró-Bolsonaro”, revelou Bonin, apontando que a falta de unidade entre aliados bolsonaristas, aliada à queda nas pesquisas e investigações sobre supostas fraudes na Secretaria de Fazenda de São Paulo, tem abalado o entusiasmo do governador para concorrer ao Planalto.
Ex-ministro da Infraestrutura no governo do hoje condenado e inelegível até 2060, Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio enfrenta um cenário político complexo.
A pressão do Movimento Extremista Pró-Bolsonaro por um discurso mais agressivo e alinhado ao ex-presidente contrasta com sua postura mais moderada, o que gera descontentamento entre setores radicais da direita.
Um usuário nas redes sociais destacou em 3 de setembro que “Tarcísio espera a hora certa para agir. Isso desagrada a torcida que espera um político estrionico, populista”.
Essa divisão interna, conforme analistas, dificulta a consolidação de sua liderança no campo conservador.
Paralelamente, investigações sobre supostas mega fraudes na Secretaria de Fazenda de São Paulo, comandada por Samuel Kinoshita, ex-aliado de Paulo Guedes, têm gerado desgaste.
Segundo o Estadão, operações recentes apontam possíveis esquemas de corrupção, explorados por adversários políticos para enfraquecer a imagem de Tarcísio.
Apesar de sua trajetória sem denúncias diretas, o escândalo ameaça sua reputação.
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As pesquisas eleitorais também complicam o cenário. Um levantamento do Ibespe, desta segunda-feira (15/set), mostra Lula liderando as intenções de voto para 2026 com 31,2%, enquanto Tarcísio tem 22,1%, superando Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas ainda dependente do eleitorado bolsonarista.
Para a reeleição ao governo de São Paulo, Tarcísio lidera com 47,3%, segundo pesquisa da AtlasIntel, publicada em 8 de setembro.
Contudo, a aprovação de 68,8% de sua gestão, conforme o Paraná Pesquisas, de 22 de novembro de 2024, pode não ser suficiente para sustentar uma candidatura nacional em meio aos desafios.
Outro fator de pressão vem do STF. O ministro Luís Roberto Barroso determinou a adoção imediata de câmeras corporais nas fardas da Polícia Militar de São Paulo, após episódios de violência policial que geraram críticas à gestão de Tarcísio na segurança pública.
Essa medida é vista como parte de uma estratégia para fragilizar o governador, que busca equilibrar sua base conservadora e alianças com o Centrão.
Apesar de negar publicamente a intenção de concorrer à Presidência, como afirmou à CNN Brasil em 3 de fevereiro, Tarcísio enfrenta um dilema: manter a popularidade em São Paulo ou arriscar um voo nacional em um cenário de divisões políticas e escândalos.
A combinação de pressões internas, investigações e o fortalecimento de Lula pode adiar o sonho presidencial do governador.







