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Tarcísio quer concorrer ao Planalto só em 2030, sem o favorito Lula e sem o fantasma de Bolsonaro

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    Presidente Lula
    Presidente Lula na chegada para o desfile de Sete de Setembro, em Braília |7.9.2025| Foto: Adriano Machado/Reuters | Tarcísio de Freitas em discurso na Avenida Paulista |7.9.2025| Foto: Edilson Dantas/O Globo [Sobreposição de imagens]


    Afundando nas pesquisas e desanimado, governador anda frustrado com articulações políticas e prefere focar na gestão paulista em meio a cenário eleitoral polarizado



    São Paulo, 23 de setembro de 2025

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem sinalizado abertamente seu desânimo com o cenário político nacional, revelando a aliados uma relutância crescente em disputar a Presidência da República em 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Em conversas reservadas, o chefe do Executivo paulista citou a desorganização da direita, o desgaste causado por pautas controversas como a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e a PEC da Blindagem – que visa proteger parlamentares de investigações –, além das pressões exercidas pelo Centrão, como principais motivos para sua frustração.

    “Se antes ele demonstrava alguma dúvida em ser candidato [a presidente], hoje não parece restar mais nenhuma. Ele percebeu que o cenário [presidencial] é muito desfavorável pra ele no momento e que o Lula se fortaleceu no último mês”, desabafou um aliado conforme mostrou o portal de notícias brasiliense Metrópoles.

    A postura de Tarcísio de Freitas ganhou contornos mais públicos na quarta-feira (17/set), durante agenda em Araçatuba, no interior de São Paulo, onde ele foi categórico ao descartar ambições pelo Planalto.

    “Pretendo concorrer à reeleição”, afirmou o governador, reforçando que seu foco permanece na gestão estadual, com agendas intensas pelo interior paulista para pavimentar sua permanência no Palácio dos Bandeirantes.

    A declaração veio logo após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o que reiterou sua inelegibilidade até 2030 e reacendeu debates sobre sucessão no bolsonarismo.

    Apesar do desânimo atual, pesquisas como a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada no mesmo dia, apontam Tarcísio como o nome preferido por 46,3% dos eleitores de Bolsonaro para substituí-lo na corrida ao Planalto.

    A reportagem original do Metrópoles destaca que o governador se sente exposto a críticas constantes, incluindo ataques do PT em campanhas publicitárias e uma rejeição nacional de 40% registrada na pesquisa Genial/Quaest de setembro.

    Aliados apontam que Tarcísio de Freitas teria “entrado em uma furada” ao se alinhar a figuras como Valdemar Costa Neto (PL), Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), presidentes de partidos do Centrão, em meio a um Congresso que, segundo fontes, não deve aprovar uma anistia ampla aos golpistas.

    “Diria que após pagar a fatura [ao bolsonarismo] ele ficou mais tranquilo para recusar um projeto nacional”, comentou outra fonte ao veículo, referindo-se aos discursos radicais de Tarcísio contra o STF e o ministro Alexandre de Moraes, especialmente durante os eventos do 7 de Setembro.

    Essa onda de desânimo não é isolada. Em agosto, a prisão domiciliar de Bolsonaro havia reativado o entorno de Tarcísio de Freitas para 2026, após semanas de avaliações negativas sobre a atuação da direita na crise do “tarifaço” – a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que gerou prejuízos econômicos e desgaste político.

    No entanto, o governador tem o hábito de barrar conversas sobre sua candidatura presidencial, evitando confrontos diretos com o clã Bolsonaro.

    Interlocutores indicam que ele só entraria na disputa com aval explícito do ex-presidente, mas a polarização entre Lula e o bolsonarismo deixa pouco espaço para uma terceira via.

    Críticas oposicionistas não demoraram a surgir. Movimentos sociais protestaram contra a PEC da Blindagem e a anistia em atos com mais de 42 mil participantes na Universidade de São Paulo (USP), enquanto bolsonaristas radicais, como Eduardo Bolsonaro, o acusam de “entreguista” por posturas em negociações tarifárias.

    Do lado petista, a ministra Gleisi Hoffmann avalia que uma renúncia precoce ao governo paulista – obrigatória em abril de 2026 para quem disputa o Planalto – seria um “tiro no pé”.

    Seu padrinho político, Gilberto Kassab (PSD), mantém o projeto de lançar Tarcísio em 2026 ou 2030, mas admite que o cenário ainda é prematuro.

    Apesar das negativas recentes, analistas veem Tarcísio de Freitas como o nome mais forte da direita para enfrentar Lula, com alternativas como o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ganhando tração caso ele opte pela reeleição.

    Em junho, movimentos iniciais de pré-campanha registraram discursos amplos e bom desempenho em pesquisas de intenção de voto – empatado com Lula em 41% no segundo turno, segundo a Quaest.

    No entanto, o desânimo atual sugere um recuo estratégico, priorizando a consolidação em São Paulo para uma possível investida em 2030, sem o fantasma de Bolsonaro no caminho.

    A categórica negativa de Tarcísio ocorre mesmo ante sua sua influência junto ao Centrão e à elite financeira, devido ao momento de introspecção na direita brasileira, onde o desânimo do governador pode reconfigurar o tabuleiro eleitoral de 2026.

    O campo conservador tende a buscar novas lideranças em um contexto de fortalecimento de Lula com medidas como isenção de Imposto de Renda e auxílio gás.



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    1 comentário em “Tarcísio quer concorrer ao Planalto só em 2030, sem o favorito Lula e sem o fantasma de Bolsonaro”

    1. Os paulistas não aprendem mesmo nem com todas as atrocidades que Tarcísio de Freitas tem feito com SP e os paulistas, poderiam criar consciência política e varrer este moço da política, pelo menos em SP, entende bem de RJ, mas nem o Rio merece tamanhos descaso…

    Os comentários estão fechados.

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