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Após infinitas denúncias de violência policial em São Paulo, Tarcísio considera ‘pinçar’ Derrite da SSP

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    Governador pensa em ‘procedimento cirúrgico’ na Secretaria de Segurança Pública – SAIBA MAIS

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    Brasília, 08 de junho de 2025

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avalia a possibilidade de retirar Guilherme Derrite do cargo de Secretário de Segurança Pública.

    A decisão vem após uma série de críticas à gestão de Derrite, marcada por polêmicas e aumento da violência policial, segundo a Folha de S. Paulo.

    Segundo especialistas, a escolha de Derrite em 2022 foi controversa devido à sua inexperiência e alinhamento com ideias bolsonaristas, o que gerou tensões com a Polícia Civil e a Polícia Militar.

    Por que a escolha de Derrite foi criticada?

    Quando Tarcísio anunciou Derrite como secretário em dezembro de 2022, especialistas apontaram sua falta de experiência.

    “São Paulo não consolidou uma cultura de direitos humanos, e ter um secretário que defende a letalidade é um recado autorizando a violência”, afirmou o diretor do Condepe, em referência a um áudio de 2015 onde Derrite disse ser “vergonhoso” um policial não ter “três ocorrências de morte” em cinco anos.

    Sua indicação, articulada por Eduardo Bolsonaro, segundo a Folha de S. Paulo, na ocasião, também foi vista como uma reação contra o ministro Alexandre de Moraes, ex-secretário da SSP.

    Crises na gestão de Derrite

    A gestão de Derrite enfrenta críticas pelo aumento da letalidade policial. Em 2024, a Polícia Militar registrou 703 mortes, com “um inocente assassinado a cada 10 horas”, segundo o UOL.

    Policiais relatam uma “sensação de impunidade” devido às declarações de Derrite, que já elogiou a “neutralização” de supostos criminosos. Um caso marcante foi o uso irregular de um helicóptero Águia para transportar a esposa de um amigo, revelado pela Revista Piauí em dezembro.

    Projetos polêmicos e interferências

    Derrite também é criticado por projetos que alteram a estrutura da PM. Um projeto de 2024 propôs aposentar 40% da cúpula da Polícia Militar, o que foi visto como uma tentativa de politização.

    “Ele subverteu hierarquias da PM”, disse José Vicente da Silva, coronel reformado, à Folha de S. Paulo.

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    Além disso, Derrite defendeu o fim das “saidinhas” de presos, relatando o projeto na Câmara dos Deputados em 2024, o que gerou debates acalorados.

    Tarcísio mantém Derrite no cargo?

    Apesar das críticas, Tarcísio afirmou em dezembro de 2024 que manterá Derrite, citando “estatísticas positivas” na redução de homicídios.

    “Não pretendo fazer mudanças por ora”, disse o governador, segundo o Valor Econômico.

    No entanto, a pressão pública e casos de violência, como o de um PM jogando um homem de uma ponte, intensificam os pedidos por mudanças.

    O que está em jogo para São Paulo?

    A possível demissão de Derrite pode sinalizar uma mudança na política de segurança de São Paulo.

    Especialistas, como Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz, alertam que a centralização de poder na SSP prejudica o controle da violência policial.

    A decisão de Tarcísio será crucial para o futuro da segurança pública no estado, que enfrenta desafios como integração entre Polícia Civil e Militar e redução da letalidade.

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